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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

"Rio de Contos" com Romeu Correia


«Nos dias 8, 9 e 10 de Setembro a Divisão de Arquivo e Bibliotecas, dinamiza o 3º Encontro de Narração Oral de Almada, Rio de Contos, o qual ocorrerá nas freguesias de Almada e Pragal.

O programa do 3º Encontro de Narração Oral de Almada, Rio de Contos,  pretende também contribuir para assinalar o 100º aniversário de nascimento de Romeu Correia e também o 20º aniversário do Fórum Municipal que tem o seu nome, concentrando as atividades neste equipamento e na sua envolvente.



As histórias vão sair da biblioteca e vão até ao Restaurante Forno de Cima para ouvir e contar histórias vividas com Romeu Correia e no dia 9 vão espalhar-se pelo parque num piquenique de histórias, continuando no domingo dia 10  na Biblioteca.»

(Notícia difundida pela Biblioteca Municipal de Almada)

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Cultura e Desporto: O Desporto e as Letras


Após a Revolução de Abril a Direcção Geral dos Desportos apostou na massificação do desporto no nosso país, seguindo em parte os modelos das grandes potências europeias da época, as denominadas "Repúblicas Socialistas", da RDA à URSS.

Também se apostou na informação e comunicação. Uma das colecções memoráveis desses tempos foram os pequenos livrinhos da "Cultura e Desporto", que no seu número 23, "O Desporto e as Letras", como o título indica, publicou textos sobre desporto da autoria de escritores portugueses. 

O nosso Romeu Correia foi um dos oito autores escolhidos (os outros foram: Urbano Tavares Rodrigues; Ruben A.; Ruy Belo; Luís de Sttau Monteiro; Manuel da Fonseca; Artur Portela Filho, Baptista-Bastos e Antunes da Silva), que publicou três pequenos textos. No primeiro conta a sua história e dos atletas do seu tempo. No segundo conta o episódio real, da corrida entre Francisco Bastos - ao tempo o melhor meio fundista português (recordista nacional dos 400 aos 2000 metros) e o cavalo do Raul "Leiteiro", ganha pelo excelente atleta almadense. No terceiro conta um dos muitos episódios ocorridos durante os treinos dele e da esposa, Almerinda Correia, também ela campeã de atletismo.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

"O Rapaz Marinho"


O Museu da Cidade organiza durante esta semana uma História com Oficina com "O Rapaz Marinho", adaptada do romance autobiográfico de Romeu Correia, "O Tritão", que conta o encontro entre o velho marujo sabichão dos sete mares e um rapaz muito especial que vivia nas águas do Tejo.

É uma iniciativa vocacionada para as crianças das escolas do pré-escolar e do 1º ciclo e tem marcação prévia (16, 17 e 19 de Maio). 

quinta-feira, 13 de abril de 2017

O "Calamento"


Em 1950 a editorial Minerva edita o "Calamento", que na nossa opinião é a maior incursão de Romeu Correia pela corrente neo-realista, tão em voga na época.

Esta obra tem várias singularidades atrás de si. A maior de todas o facto de Romeu ter vivido  parte do Verão de 1949 na Costa de Caparica, com uma família de pescadores (na casa da Tia Adelaide Capote), para interiorizar o dia a dia difícil de quem vivia do mar, da melhor forma possível, para que o seu relato estivesse muito próximo da realidade (era quase uma exigência do neo-realismo...).

Podemos acrescentar que há uma riqueza de linguagem única nesta obra de Romeu Correia, com muitas palavras que hoje já estarão em desuso pelas gentes do mar, com que o autor descreveu os seus costumes e retratou todo o ambiente social, histórico e psicológico, que se vivia na Costa de Caparica, como a rivalidade entre os pescadores que vieram do Sul e os que tinham chegado do Norte...

quinta-feira, 2 de março de 2017

Romeu Correia: a Vocação de Contador de Histórias


Romeu Correia ainda nos anos 1930 descobre a sua vocação como contador de histórias, ao mesmo tempo que pisa os palcos pela primeira vez, como actor, e escreve os seus primeiros diálogos, primeiro para as cégadas do carnaval e depois para pequenas dramaturgias.

Romeu explica isso muito bem no texto que apresenta e explica o "Sábado sem Sol" ("Algumas Linhas Breves", página 7), na sua 2.ª edição, refundida, editada em 1975, que transcrevemos:

«Ligado à geração de jovens almadenses entusiastas pela cultura física e pela prática do atletismo, descobrira, entretanto, uma nova prenda: vocação para contador de histórias. Anos antes, em 1938, havia tentado o teatro, pelo Carnaval, na Academia de Instrução e Recreio Familiar Almadense, de que em 1895, meu avô paterno, José Henrique Correia, fora um dos sócios fundadores. No Outono de 40, Manuel Araújo, talentoso amador dramático, havia posto sobre as tábuas do palco um drama meu, aliás muito aristotélico, intitulado “Razão”, que provocara na plateia familiar desse tempo uma grande efusão de lágrimas e palmas.»