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quinta-feira, 23 de abril de 2020

Um Livro por Mês (3)


"Calamento" foi a terceira obra publicada por Romeu Correia, em 1950, e talvez a que se aproxime mais do neorealismo.

Romeu para a escrever, esteve mesmo a viver na Costa de Caparica com pescadores e familiares, tentando depois recriar o seu dia-a-dia. O mais curioso foi ele ter decidido usar os mesmos termos usados pela gente do mar, na conversação, enriquecendo muito este livro, o que faz dele algo úníco no seu universo literário e até mesmo na nossa literatura.

O crítico João Gaspar Simões escreveu o seguinte: 

«Que belas páginas as páginas deste livro onde o rude pescador e a bárbara aparadeira da Costa de Caparica, dessas paragens às portas de Lisboa - o mais civilizado centro urbano da nossa Pátria! - se recortam em toda a rude impulsividade das suas naturezas brutas como as ondas do mar e as rochas da praia!»

sábado, 30 de novembro de 2019

Romeu na Costa...


Desde o Verão que está patente uma pequena exposição no antigo Posto de Turismo da Costa de Caparica, hoje Loja do Cidadão, sobre a promoção turística da "Praia do Sol", na primeira metade do século XX.

Gostei de ver por lá o Romeu e o seu "Calamento"...

(Fotografia de Luís Eme - Costa de Caparica)

quinta-feira, 13 de abril de 2017

O "Calamento"


Em 1950 a editorial Minerva edita o "Calamento", que na nossa opinião é a maior incursão de Romeu Correia pela corrente neo-realista, tão em voga na época.

Esta obra tem várias singularidades atrás de si. A maior de todas o facto de Romeu ter vivido  parte do Verão de 1949 na Costa de Caparica, com uma família de pescadores (na casa da Tia Adelaide Capote), para interiorizar o dia a dia difícil de quem vivia do mar, da melhor forma possível, para que o seu relato estivesse muito próximo da realidade (era quase uma exigência do neo-realismo...).

Podemos acrescentar que há uma riqueza de linguagem única nesta obra de Romeu Correia, com muitas palavras que hoje já estarão em desuso pelas gentes do mar, com que o autor descreveu os seus costumes e retratou todo o ambiente social, histórico e psicológico, que se vivia na Costa de Caparica, como a rivalidade entre os pescadores que vieram do Sul e os que tinham chegado do Norte...