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sábado, 18 de agosto de 2018

"Almada e o Tejo - Roteiro Sentimental de uma das «minhas» cidades"



«Quando elaborei por escrito e por extenso uma espécie de «memória justificativa» para num certo sentido legitimar o início das minhas crónicas (do Tejo) no «Correio do Ribatejo» dei conta das minhas vivências em 1957 no Montijo (escola primária), em 1961 em Vila Franca de Xira (escola comercial) e em 1997 em Santarém (redactor de O MIRANTE) sem esquecer Lisboa e a Rua do Ouro onde tenho vivido e trabalhado desde 1966 até hoje – 2018. Mas a vida é um mistério e nada acontece por acaso: hoje (15-3-2018) entrei numa livraria com o meu amigo Joaquim Nascimento (ofereceu-me um livro!) e comprei o brasão de Almada. Embora nunca tenho lá vivido nem trabalhado, a verdade é que, desde sempre, me lembro de esta (hoje) cidade fazer parte da minha vida. Há muitos anos morreu na piscina do Seminário de Almada um jovem estudante natural de Santa Catarina (o António) de quem eu era muito amigo. Na altura só me lembro de duas palavras perante a sua morte: dôr e confusão. Dôr pelo desaparecimento dele e confusão pelas circunstâncias nunca esclarecidas da sua morte. Mais tarde Almada foi o lugar onde entrevistei o dramaturgo Romeu Correia para a Revista «A Bola Magazine», entrevista mais tarde englobada no meu livro «As palavras em jogo» e parte dela recordada no livro «Passeio mágico com Romeu Correia» de Luís Alves Milheiro. A propósito deste meu grande amigo e quase-conterrâneo (Salir de Matos fica perto de Santa Catarina) não posso deixar de recordar as suas grandes capacidades informáticas em meu favor (sou um sem-abrigo) e as nossas intermináveis caldeiradas em Cacilhas quando a refeição serve em teoria para actualizar a escrita mas apesar de tudo esta nunca fica, de facto, em dia. A minha filha Ana, o marido e os filhos gostam muito da Casa da Cerca mas isso já é outra crónica.»

(Texto de José do Carmo Francisco, publicado no seu blogue "Mesa dos Extravagantes", a 2 de Agosto, nas suas Crónicas do Tejo, que transcrevemos com a devida vénia, pelas referências feitas a Almada e a Romeu Correia)


quinta-feira, 15 de março de 2018

"Romeu Correia lembrado por Carlos Pinhão"


O livro é de Novembro de 1991, tem realização técnica de Vasco Rosa e capa de Henrique Cayatte incluindo tudo sobre o «I Congresso de Escritores de Língua Portuguesa»: discursos, comunicações, debates, moções e saudações. A Comissão Executiva integrou Alexandre Babo, Júlio Conrado, Wanda Ramos, Edite Estrela, Egito Gonçalves e Salvato Teles de Menezes. O texto de Carlos Pinhão intitula-se «Há uma literatura desportiva» e começa deste modo: «Os senhores desculpem mas há dias em que sou lido por um milhão de Portugueses, em Portugal e no estrangeiro.» A explicação é simples: nesse tempo um jogo Benfica-F.C.Porto dava origem a uma tiragem de 250 mil exemplares de A Bola e, como cada jornal em média era lido por 4 leitores, temos o tal milhão. A seguir Carlos Pinhão afirma: «Há uma literatura desportiva! Foi Ruy Belo quem o disse.» E explicando melhor, recorre às palavras do Poeta: «E é bom que ela exista, visto que existe um desporto, é natural que exista uma literatura sobre essa realidade». Entrevistado pelo jornal A Capital em 1969 e por A Bola em 1970, as suas palavras constam do livro Na senda da Poesia: «Penso que os jornalistas desportivos escrevem bem, conseguem uma coisa que eu gostaria que se conseguisse no domínio da cultura e que é a adesão do povo àquilo que escrevem.» Retomando as palavras de Carlos Pinhão, passamos a citar: «Essa adesão é particularmente significativa no tocante a muitos e muitos milhares de emigrantes portugueses que têm, nos jornais desportivos que recebem, o único elo que os liga à literatura da terra-mãe. Entretanto, continua a faltar, na literatura portuguesa, um romance que tenha por fundo o mundo do futebol, depois das experiências havidas com o romance de Hugo Rocha e, sobretudo, o de Romeu Correia, com o seu Desporto-Rei

[texto de José do Carmo Francisco - fotografia de autor desconhecido] 
     

domingo, 3 de dezembro de 2017

o "romeo", número dois...


Com algum atraso saiu o número dois do "romeo" (fanzine quase literário de almada).

Como o título da capa indica, "romeu correia, escritor de almada (e do mundo, claro...), é valorizada a sua componente regional, que Romeu assumia sem qualquer problema, com orgulho de ser almadense.

Terá de certeza artigos com interesse para todos aqueles que gostam do Grande Escritor de Almada e da sua obra.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Mas Romeu já Está no Mapa de Almada...


Hoje lemos no "Diário de Notícias" um artigo de opinião curioso, de José Jorge Letria, presidente da SPA e pensámos logo no Romeu Correia.

[...] «Chamo a atenção para a oportunidade do lançamento de uma iniciativa intitulada Mapa dos Autores Portugueses, que a Sociedade Portuguesa de Autores está a concretizar, demonstrando que muitas são as autarquias e regiões cuja identidade se fortalece com a referência aos escritores, músicos, artistas visuais, dramaturgos e outros que nelas nasceram e se afirmaram como criadores de referência.
Faro é a cidade de António Ramos Rosa, Funchal de Herberto Helder, Vila Viçosa de Florbela Espanca, Setúbal de Manuel Maria Barbosa du Bocage, o Porto de Almeida Garrett, Sophia de Melo Breyner e José Gomes Ferreira, Lisboa de Cesário Verde, David Mourão-Ferreira, Alexandre O"Neill e Mário Cesariny, e Tomar de Fernando Lopes-Graça.
É possível, a partir destes e de dezenas de outros nomes importantes, sobretudo da segunda metade do século XIX e de todo o século XX, construir uma geografia de memória e afecto que abarque os nomes e as obras que nos completam e engrandecem. O Mapa dos Autores Portugueses pode e deve envolver as autarquias, eventualmente o Ministério da Educação e outras instituições públicas que representem o poder central, e ainda órgãos de comunicação social, editoras e estruturas associativas de referência. Como alguém disse, é até admissível que a partir deste quadro geral se possa criar uma toponímia mais abrangente e mobilizadora.
Até agora foram já identificados mais de 120 nomes que permitirão estabelecer uma relação de proximidade e celebração que envolva a SPA e muitas autarquias de todo o país.»

Espero que Romeu Correia esteja na lista de 120 nomes...

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Romeu Correia e a Associação de Socorros Mútuos 1º. Dezembro


Hoje o Blogue "Almada Virtual Museum" faz um pouco a história da Associação de Socorros Mútuos 1.º Dezembro, socorrendo-se de um manuscrito (que nunca chegou a livro, nem mesmo na comemoração do centenário do nascimento do seu autor, António Henriques, um dos grandes associativistas da nossa Terra...) de grande valor histórico, até aqui esquecido, em parte graças ao facto de a "ignorância ser mesmo atrevida"...

Romeu Correia também é recordado através da transcrição da sua crónica, "Cem anos de Amor ao Próximo", publicada no "Jornal de Almada" de 25 de Novembro de 1983, e escrita de homenagem a esta Associação mutualista de Almada.

(Fotografia de Luís Eme)