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terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Romeu, a Dom Sancho e o "Povoador"


Uma das instituições que homenageou Romeu Correia durante o último ano (de Novembro de 2016 a Novembro de 2017) foi a Universidade Senior Dom Sancho I.

Todos os dias 17 de cada mês levou a cabo uma, ou várias iniciativas. Soube inclusive que no dia do nascimento do Romeu foi apagado um bolo com 100 velas. 

Infelizmente quase todas estas iniciativas nos passaram ao lado (só fomos convidados e tivemos conhecimento da primeira sessão - ainda não existia este blogue - e da inauguração da exposição de homenagem a Romeu Correia). 

Gostaríamos por exemplo de ter assistido à peça de teatro "Quatro Estações", mas mais uma vez só soubemos da sua realização dias depois...

Claro que respeitamos a política desta instituição, mais virada para o seu universo de alunos e professores (já de si bastante largo...).

O boletim da Dom Sancho I, "Povoador", também foi sempre apresentando notícias, crónicas e poemas sobre, e de homenagem, a Romeu Correia. Contou inclusive com a colaboração do seu neto, João Vasco Branco, que escreveu várias crónicas sobre a sua vivência com o avô e sobre os seus livros e o teatro que tanto o popularizou.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

"O Rapaz Marinho"


O Museu da Cidade organiza durante esta semana uma História com Oficina com "O Rapaz Marinho", adaptada do romance autobiográfico de Romeu Correia, "O Tritão", que conta o encontro entre o velho marujo sabichão dos sete mares e um rapaz muito especial que vivia nas águas do Tejo.

É uma iniciativa vocacionada para as crianças das escolas do pré-escolar e do 1º ciclo e tem marcação prévia (16, 17 e 19 de Maio). 

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Estreia de Romeu com Recorde Escolar


Segundo os dados que me foram oferecidos por Sérgio Malpique, grande apaixonado pela estatística, que (felizmente) registou o percurso atlético dos principais atletas de Almada, Romeu Correia estreou-se em competições de atletismo no Campeonato das Escolas Secundárias, que decorreu no Campo das Salésias, realizado em Maio de 1936, em representação do Liceu Passos Manuel.

E não podia ter melhor estreia, já que além de vencer a prova, bateu o recorde escolar do lançamento do peso com a marca de 12,73 metros.

Há uma nota curiosa do Sérgio junto do resultado, provavelmente retirada de alguma notícia de jornal, sobre o Romeu: 

«O vencedor tem um estilo apreciável. O gesto final é bastante correcto. Pena ser baixo para a especialidade, pois é muito bom.»

(Fotografia com o Romeu a lançar o peso, nas suas primeiras competições)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

A Importância do Avô para o Romeu


José Correia, avô paterno do Romeu, foi a figura masculina mais importante na sua infância e adolescência (já que seu pai primou pela ausência...). Provavelmente foi o vazio que o filho deixou que fez com que ele tivesse um papel fundamental na educação do neto.

Isso explica que o seu falecimento (12 de Janeiro de 1930) após um acidente nos armazéns Teotónio Pereira, de vinho e azeites, onde era encarregado, tenha marcado tanto Romeu Correia.

Recorremos mais uma vez a um dos seus livros autobiográficos ("O Tritão", página 12), para exemplificar a admiração e orgulho de Romeu no avô: 

[...] «O meu avô – José Henrique Correia, de seu nome completo – sabia de tudo um pouco. Sabia de coisas remotas que os velhos livros narram, dedilhava instrumentos de corda, era bom jogador de bilhar e de cartas, entendia de toda a sorte de mistérios da Natureza, tais como os movimentos dos astros, os elipses, a razão do vaivém das marés, as estações do ano que prodigalizam a vinda de certos pássaros, e peixes, e frutos, e flores…» [...]

(Fotografia de autor desconhecido - do carregamento de uma embarcação com pipas de vinho dos armazéns Teotónio Pereira)


domingo, 8 de janeiro de 2017

A entrada de Romeu na Escola Primária


Nos próximos textos que iremos publicar continuaremos a falar da infância de Romeu Correia, passada no Ginjal (muito bem retratada no seu romance autobiográfico, "Cais do Ginjal", cuja primeira e única edição foi publicada em 1989 e que recomendamos a leitura a todos aqueles que querem conhecer o Romeu com maior intimidade).

Numa das páginas deste livro (vinte) Romeu fala da sua entrada na escola primária:

[...] «A escola escolhida pela avó Josefina para me iniciar nas primeiras letras fora a que ficava mais perto do Ginjal. Situava-se no largo de Cacilhas, em frente da Igreja da Senhora do Bom Sucesso. A professora era conhecida por uma alcunha terrível, que se repetia baixinho, e por entre sorrisos. Não sei se diga…? Mas digo: Sete Cus. Nem mais nem menos: Sete Cus. Estas duas palavrinhas obscureciam por completo a sua graça de baptismo: Henriqueta, dona Henriqueta.» [...]

(Postal antigo do Largo de Cacilhas e começo da hoje rua Cândido dos Reis onde se vê a Igreja e em frente o edifício onde funcionava a escola da dona Henriqueta...)