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terça-feira, 20 de junho de 2017

Romeu Correia e a História de Almada


"Homens e Mulheres Vinculados às Terras de Almada (nas Artes, nas Letras e nas Ciências)", da autoria de Romeu Correia, continua a ser uma obra de referência para todos os estudiosos da História do Concelho de Almada.

Editada em 1978 pelo Município de Almada é uma das obras biográficas mais completas sobre os grandes almadenses, que se destacaram nas Artes, nas Letras e nas Ciências ao longo da história (tem biografias desde o século XVI até ao século XX).

Romeu Correia durante toda a sua vida foi recolhendo elementos sobre Almada, que acabariam por ser muito úteis para a realização deste livro ímpar. Contou também com o apoio de vários documentos e apontamentos que herdara do seu tio, José Carlos de Melo, grande associativista publicista e apaixonado pela história de Almada.

Embora muito boa gente ache que Romeu não foi apenas um escritor de Almada, mas sim do País e até do Mundo, ele nunca se cansou de dizer que só escrevia sobre o que conhecia... E é também por isso que encontramos vestígios dos lugares da sua meninice em tantas obras, sejam elas de ficção ou de teatro.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Romeu Correia: a Vocação de Contador de Histórias


Romeu Correia ainda nos anos 1930 descobre a sua vocação como contador de histórias, ao mesmo tempo que pisa os palcos pela primeira vez, como actor, e escreve os seus primeiros diálogos, primeiro para as cégadas do carnaval e depois para pequenas dramaturgias.

Romeu explica isso muito bem no texto que apresenta e explica o "Sábado sem Sol" ("Algumas Linhas Breves", página 7), na sua 2.ª edição, refundida, editada em 1975, que transcrevemos:

«Ligado à geração de jovens almadenses entusiastas pela cultura física e pela prática do atletismo, descobrira, entretanto, uma nova prenda: vocação para contador de histórias. Anos antes, em 1938, havia tentado o teatro, pelo Carnaval, na Academia de Instrução e Recreio Familiar Almadense, de que em 1895, meu avô paterno, José Henrique Correia, fora um dos sócios fundadores. No Outono de 40, Manuel Araújo, talentoso amador dramático, havia posto sobre as tábuas do palco um drama meu, aliás muito aristotélico, intitulado “Razão”, que provocara na plateia familiar desse tempo uma grande efusão de lágrimas e palmas.»


quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

A Importância do Avô para o Romeu


José Correia, avô paterno do Romeu, foi a figura masculina mais importante na sua infância e adolescência (já que seu pai primou pela ausência...). Provavelmente foi o vazio que o filho deixou que fez com que ele tivesse um papel fundamental na educação do neto.

Isso explica que o seu falecimento (12 de Janeiro de 1930) após um acidente nos armazéns Teotónio Pereira, de vinho e azeites, onde era encarregado, tenha marcado tanto Romeu Correia.

Recorremos mais uma vez a um dos seus livros autobiográficos ("O Tritão", página 12), para exemplificar a admiração e orgulho de Romeu no avô: 

[...] «O meu avô – José Henrique Correia, de seu nome completo – sabia de tudo um pouco. Sabia de coisas remotas que os velhos livros narram, dedilhava instrumentos de corda, era bom jogador de bilhar e de cartas, entendia de toda a sorte de mistérios da Natureza, tais como os movimentos dos astros, os elipses, a razão do vaivém das marés, as estações do ano que prodigalizam a vinda de certos pássaros, e peixes, e frutos, e flores…» [...]

(Fotografia de autor desconhecido - do carregamento de uma embarcação com pipas de vinho dos armazéns Teotónio Pereira)


quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

A separação dos Pais no fim da meninice...


Em 1927 os pais de Romeu separaram-se... 

A Mãe e a Irmã vão viver para Lisboa, Romeu fica no Ginjal com o Pai, na casa dos avós paternos.

Esta separação acabaria por o marcar durante toda a adolescência, em que sentiu muito a falta de amor...

Transcrevemos do "Cais do Ginjal (página 20):

[...] «Eu teria uns dezassete anos por esse tempo. Era forte, puro e mui carecido de afecto e calor humano. Vivia com a avó Josefina e as duas tias solteiras no Cais do Ginjal, e o nosso viver era de pobres resignados, julgando cumprir um destino adverso. Após o divórcio dos meus pais e a morte do avô paterno, a nossa vida parara de espanto e indecisão.» [...]

(Fotografia de Luís Eme)