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quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Um Livro por Mês...


Foi-me sugerido, falar dos livros de Romeu Correia aqui no blogue. Embora tenha ido falando dos seus livros, acho que nunca me foquei apenas na sua obra literária.

Esta ideia acaba por ser positiva, por que faz com que mantenha o blogue mais activo, ou seja, graças aos seus livros, acabo por publicar um texto (por muito pequeno que seja) por mês.

Vou começar pelo seu livro inicial, "Sábado sem Sol", uma colectânea dos seus primeiros contos que ele e os amigos acharam publicáveis.

Devo realçar que a grande publicidade a este livro foi feita pela PIDE, que ao apreender a obra (visitou livrarias e bibliotecas populares...), despertou ainda uma maior curiosidade nos leitores.

Eis a opinião de João Madeira, publicada na revista "História", de Dezembro de 2002.

«Foi esse intenso universo de trabalho, que o escritor Romeu Correia convocaria a contos de Sábado Sem Sol, de 1947, ou o romance Os Tanoeiros, de 1952, ambos implacavelmente proibidos pela censura. Quando reeditados, pouco depois do 25 de Abril, já os ritmos do Ginjal eram outros, soçobrando face às importantes mudanças das décadas de sessenta e setenta, impondo-se na estrutura e nos sectores produtivos aí implantados.»
                                                                 

sábado, 14 de julho de 2018

O Número Três do Fanzine "romeo" já anda por aí...


Já anda por aí o número três do "romeo" (fanzine quase literário de Almada), com o título: "romeu correia, um académico verdadeiramente incrível".

Ao longo das suas páginas é possível perceber o quanto Romeu admirou a Incrível Almadense, apesar de ter sido Académico (simpatizante, sócio e  dirigente da Academia Almadense... a grande rival).

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Romeu Correia não se Esgotou no Centenário (felizmente)...


A professora Edite Condeixa juntamente com as suas companheiras, Ângela Mota e Edita Prada, continuam a manter viva a memória de Romeu Correia.

Foi o que aconteceu na tarde de 30 de Maio, em que patrocinaram o "4º Roteiro sobre Romeu Correia", através de uma visita guiada pela Boca do Vento, pelo Museu Naval, pela Fonte da Pipa e pelo Ginjal, juntamente com os alunos da USALMA, com os livros e com as várias personagens, que andaram por aqueles lugares...


Houve também a leitura de textos de obras de Alexandre Castanheira, Luís Alves Milheiro e Maria Rosa Colaço, que recordam Romeu.

E que bom que é sentir que a obra e a vida de Romeu Correia não se esgotou na passagem do seu centenário, e que é sempre tempo de recordar o grande escritor de Almada.

(Fotografias de Luís Eme)

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Sábado com Sol e com Romeu em Almada (um)



Na manhã de sábado a Comunidade de Leitores da Biblioteca Municipal José Saramago, do Feijó, organizou um encontro em Almada com as Comunidades de Leitores de Montemor-o-Velho e de Sines, com o objectivo de visitarem vários lugares ligados à vida literária de Romeu Correia, guiados pela professora Edite Condeixa e pelo bibliotecário Davide Freitas. 

Além da visita, houve também espaço para a leitura de alguns trechos dos seus livros, nos lugares descritos por Romeu.

A Biblioteca da Incrível (e o seu espaço museológico) foi um dos espaços da visita, que terá agradado às três dezenas de visitantes, alguns dos quais ouviram falar pela primeira vez da história gloriosa da Incrível Almadense nesta manhã luminosa.

A recepção a todos estes amantes de livros foi feita pelos seguintes dirigentes incríveis: Alfredo Guaparrão dos Santos, Joaquim Brás, Leonor Borges, Luís Milheiro e Vitor Soeiro.

(Fotografia Luís Eme)

domingo, 14 de janeiro de 2018

Romeu, Almada e o Património Cultural


A Associação Amigos da Cidade de Almada inaugurou ontem a exposição, "Almada e o Património Cultural", na Oficina de Cultura de Almada, quando está a comemorar o seu 23.º aniversário.



Um dos atractivos da exposição é uma pequena homenagem a Romeu Correia, que enaltecemos e publicitamos aqui no seu blogue. Esta mostra pode ser visitada até 28 de Janeiro.

(Fotografias de Luís Eme)

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

O Desporto na Vida de Romeu Correia


No sábado o Departamento de Desporto da CM Almada recorda o percurso de Romeu Correia como desportista, a área onde primeiro deu nas vistas, especialmente como lançador de peso (começou logo por ser Campeão Escolar e Nacional de Juniores).

É às 18 horas no Complexo Municipal de Desportos Cidade de Almada, no Laranjeiro, 

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Romeu Correia - o vagabundo com mãos de povo


Só houve um jornal de âmbito nacional que se "lembrou" da passagem do Centenário do nascimento de Romeu Correia e lhe ofereceu duas páginas inteiras, num bela crónica, literária e memoralista, que também tem um bonito título, "Romeu Correia - o vagabundo com mãos de povo", assinada por Domingos Lobo.

Mesmo sendo um jornal partidário, o "Avante" merece o nosso mais vivo aplauso, por ser um semanário com memória, e neste caso particular, um "oásis" no nosso panorama cultural.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

A Apresentação do "Passeio Mágico com Romeu Correia"


No sábado passado, às 16 horas e alguns minutos, foi apresentado o  livro, "Passeio Mágico com Romeu Correia", da autoria de Luís Alves Milheiro (edição da SCALA com apoio da C.M. Almada), o primeiro de vários que estão inseridos nas comemorações do Centenário do nascimento de Romeu Correia.

A sessão foi bastante concorrida, com lotação esgotada na Sala Pablo Neruda (foi necessário ir buscar mais cadeiras...).



A mesa de honra foi composta por Maria João Ferro (em representação da Câmara Municipal de Almada), Luís Alves Milheiro (autor), Fernando Barão (apresentador da obra) e Francisco Gonçalves (amigo do autor, que declamou dois poemas de F. Barão sobre o Romeu...).


A apresentação de Fernando Barão, embora longa, foi extremamente interessante, porque ele além de falar dos vários capítulos do livro, foi abordando outros acontecimentos históricos de Almada. Ninguém diria que alguém com aquela lucidez e bonomia, está a menos de três meses de completar os 94 anos (talvez digno do "guiness", como ele referiu...).

Luís Milheiro além de fazer os agradecimentos, enalteceu o papel de muitos dos amigos com quem se foi cruzando ao longo dos anos, alguns deles decisivos no crescimento da sua obra literária. Explicou que a opção pelo género de entrevista - utilizando apenas palavras do Romeu, extraídas de entrevistas, crónicas e ensaios nas respostas -, aconteceu por ser a forma mais genuína que encontrou para apresentar o verdadeiro Romeu, nas várias facetas  da sua vida (são 15 os capítulos...), na primeira pessoa.

Há ainda uma segunda parte, em que o autor faz uma entrevista fictícia a Romeu, transportando-o para 2017, em que "falam" das comemorações do Centenário, entre outras coisas.

Não temos qualquer dúvida, de que se trata de um livro, que honra a memória de Romeu Correia.

(Fotografias de João Miguel)

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

«O dia das sete panelas e meia»


«É a grande festa do mar, no dia 1 de Novembro, em louvor à Nossa Senhora do Bom Sucesso, que se mantém, recordando a manhã fatídica de 1755, em que as casas ruíram e o maremoto invadiu a praia e o porto de Cacilhas. Ainda se conhece esse dia como o “dia das sete panelas e meia”.»

(Palavras de Romeu Correia - "Jornal de Almada", 30 de Junho de 1995 - e fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

O Coleccionismo Almadense Homenageia Romeu Correia


No próximo sábado, às 16 horas, será inaugurada a XI Mostra de Filatelia e Coleccionismo, na Oficina de Cultura de Almada, que será dedicada a Romeu Correia.

Irão ser editadas as seguintes peças filatélicas: um selo personalizado, um postal máximo, um envelope de primeiro dia e um carimbo comemorativo concedido pelos CTT.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

As Homenagens a Romeu Correia Vão Atingir o Ponto Alto em Outubro e Novembro...


As Homenagens a Romeu Correia vão atingir o ponto alto em Outubro e Novembro, com alguma naturalidade, pois aproxima-se a data do seu aniversário (17 de Novembro).

Na próxima sexta-feira, às 15 horas será inaugurada a "Exposição Centenário (1917 - 2017)", uma mostra biobibliográfica organizada pela APCA e pela USALMA, nas suas instalações.

Esta exposição sobre Romeu Correia está dividida em cinco pontos: a Vida; a Obra; os Pintores e a Obra de Romeu Correia; Cartazes; Obra Dramática não Publicada.

Será um evento a não perder, por todos os amantes da vida e obra de Romeu Correia.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Romeu Correia e a Associação de Socorros Mútuos 1º. Dezembro


Hoje o Blogue "Almada Virtual Museum" faz um pouco a história da Associação de Socorros Mútuos 1.º Dezembro, socorrendo-se de um manuscrito (que nunca chegou a livro, nem mesmo na comemoração do centenário do nascimento do seu autor, António Henriques, um dos grandes associativistas da nossa Terra...) de grande valor histórico, até aqui esquecido, em parte graças ao facto de a "ignorância ser mesmo atrevida"...

Romeu Correia também é recordado através da transcrição da sua crónica, "Cem anos de Amor ao Próximo", publicada no "Jornal de Almada" de 25 de Novembro de 1983, e escrita de homenagem a esta Associação mutualista de Almada.

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, 24 de setembro de 2017

Romeu e a Crítica Literária de João Gaspar Simões


Se falei do volume da crítica teatral, não poderia ignorar o de crítica literária ("Crítica III- Romancistas Contemporâneos, 1942 - 1961"), no qual João Gaspar Simões fala das seguintes obras de Romeu Correia: "Trapo Azul" (p 267); "Calamento" (p 273); "Gandaia" (p 278).

Achei curiosas as palavras do crítico ao escritor Romeu Correia, na sua primeira nota crítica:  [...] «Romeu Correia, autor de dois livros apenas, Sábado sem Sol, que não conheço, e Trapo Azul, de que me estou ocupando - é um jovem cheio de talento que insuflou ao "neo-realismo" decrépito uma vida que o "neo-realismo" nunca tivera entre nós. Ao que suponho, Romeu Correia não é um bacharel enamorado dos bas-fonds da vida proletária nacional - é um operário que no seu autodidactismo encontrou maneira de animar literariamente a experiência de algumas vidas que ao trabalho manual devem as canseiras do corpo e as feridas do coração.» [...]

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Repertório Básico de Peças de Teatro


Em 1986 a Secretaria de Estado da Cultura, mais concretamente a Divisão Geral de Acção Cultural - Divisão de Teatro, editou o álbum, "Repertório Básico de Peças de Teatro" da autoria de Duarte Ivo Cruz.

Esta obra tinha como público alvo principal os grupos de teatro amador e funcionava quase como um guia (é descrito o autor, o género, a estrutura, o ambiente e época, as personagens, o enredo e a edição). 

Romeu Correia está representado com três peças ("Céu da Minha Rua" - 1955; "Amor de Perdição" - 1966; "As Quatro Estações" - 1981), num universo de 158 autores, nacionais e estrangeiros.

Numa primeira análise achámos pouco, mas depois de apreciarmos o livro de fio a pavio, percebemos que Romeu até tem o destaque merecido. Ou seja só há quatro autores que têm quatro peças mencionadas (Almeida Garrett, António Patrício, Bernardo Santareno e José Régio), surgindo Romeu num segundo grupo,  bem acompanhado de António José da Silva, António Pedro, Luís de Sttau Monteiro e Luis Francisco Rebelo, cada qual com a referência a três peças.

sábado, 26 de agosto de 2017

Alexandre Castanheira, Amigo e Biógrafo de Romeu Correia


Alexandre Castanheira faz hoje 90 anos (embora só tenha sido registado em 28 de Fevereiro de 1928) e faz todo o sentido escrever sobre ele no blogue sobre a vida e obra de Romeu Correia, especialmente hoje.

Primeiro que tudo Alexandre e Romeu foram amigos, ambos estavam  ligados às bibliotecas das duas principais Colectividades Almadenses (Incrível e Academia), quando estas apoiaram a estreia literária de Romeu, com o livro de contos, "Sábado sem Sol".

Fruto dessa amizade e admiração, Alexandre acabou por escrever o livro, "Romeu Correia, Memória Viva de Almada", publicado em 1992 pela Câmara Municipal de Almada.

Esta obra acaba por complementar uma outra biografia da autoria de Alexandre M. Flores, também editada pelo Município de Almada, em 1987, "Romeu Correia, o Homem e o Escritor".

Neste livro - que aconselhamos vivamente a todos os apaixonados pela obra de Romeu - Alexandre Castanheira, além de contar a vida de Romeu, liga-o a Almada, às pessoas e aos lugares, utilizando várias transcrições dos seus livros, numa bela viagem literária. 

segunda-feira, 26 de junho de 2017

O Opúsculo da Apresentação da História da Academia


Um ano depois do lançamento da obra (1996),  Academia Almadense, Memória de 100 Anos", o texto da sua apresentação, da autoria de António Alberto C. P. Ramos e Luísa Maria Ramos, foi divulgado através de um pequeno opúsculo (que o pai dos dois apresentadores, Alberto Pereira Ramos, grande Académico e amigo do Romeu, me ofereceu...).

Este texto crítico faz uma análise à história da Academia, numa perspectiva social e até antropológica, focando sempre a importância das pessoas, das suas histórias, das suas vidas, algo sempre presente em toda a obra de Romeu Correia.

Transcrevemos um parágrafo, que nos diz muito sobre o livro (e a análise crítica efectuada):
«A Memória que agora temos presente, ultrapassa o simples biografismo, sobretudo devido ao colorido que a experiência ficcionista do autor lhe confere. Mas não só. Socorre-se da permanente inclusão das vidas e acontecimentos, nos contextos almadenses, nacionais e internacionais, remontando-os em cadeias de casualidade, à expressão dialéctica do patente e do oculto.»

Alberto Pereira Ramos também nos explicou o porque da escolha dos seus dois filhos, que além de serem professores, eram amigos e conhecedores da obra de Romeu. 
Foi a forma de evitar algum possível mal entendido entre os dois Alexandres, Castanheira e Flores (os principais candidatos a "apresentadores" do livro...), ambos seus amigos, biógrafos e conhecedores profundos do homem e do escritor...

sábado, 24 de junho de 2017

Academia Almadense - Memória de 100 Anos


 "Academia Almadense - Memória de 100 Anos", foi uma das últimas obras de Romeu Correia publicadas pelo autor almadense. 

Tratou-se de uma "encomenda" da sua Academia, que achou que o Romeu era a pessoa mais indicada para escrever o livro que contasse a história dos primeiros 100 anos da Colectividade de Almada.

Não foi um trabalho fácil. Lembramo-nos de Romeu nos relatar as dificuldades que estava a sentir, por ter "muito material para um livro só". Mas felizmente levou esta tarefa a bom porto e esta obra honra a história da Academia Almadense e da própria cidade de Almada, focando os aspectos mais importantes de um dos principais baluartes do Associativismo Almadense.