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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

"Romeu Correia nos 150 Anos da Incrível"


Um dos artigos do número quatro do fanzine "romeo" é "Romeu Correia nos 150 Anos da Incrível", escrito por Orlando Laranjeiro.

Orlando, além de historiar o regresso do Cénico da Incrível, depois de algum tempo de inactividade, tendo como encenador Malaquias de Lemos, que escolheu "As Quatro Estações" como a peça a representar durante as comemorações dos 150 anos da Incrível Almadense, em 1998, realça o seu êxito.

Transcrevemos com a devida vénia:
[...] Assim reapareceu o nosso grupo cénico nos dias 19 e 20 de Junho com a peça "As Quatro Estações" do dramaturgo almadense e sócio honorário da Incrível, Romeu Correia. Foi um autêntico êxito, tanto a estreia no dia 19 com cerca de 500 espectadores. como a representação no dia seguinte que contou com 400 pessoas, o que constitui um recorde de assistências, não vistas há longos anos na nossa Colectividade, em espectáculos deste género. [...]

sábado, 14 de julho de 2018

O Número Três do Fanzine "romeo" já anda por aí...


Já anda por aí o número três do "romeo" (fanzine quase literário de Almada), com o título: "romeu correia, um académico verdadeiramente incrível".

Ao longo das suas páginas é possível perceber o quanto Romeu admirou a Incrível Almadense, apesar de ter sido Académico (simpatizante, sócio e  dirigente da Academia Almadense... a grande rival).

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Sábado com Sol e com Romeu em Almada (um)



Na manhã de sábado a Comunidade de Leitores da Biblioteca Municipal José Saramago, do Feijó, organizou um encontro em Almada com as Comunidades de Leitores de Montemor-o-Velho e de Sines, com o objectivo de visitarem vários lugares ligados à vida literária de Romeu Correia, guiados pela professora Edite Condeixa e pelo bibliotecário Davide Freitas. 

Além da visita, houve também espaço para a leitura de alguns trechos dos seus livros, nos lugares descritos por Romeu.

A Biblioteca da Incrível (e o seu espaço museológico) foi um dos espaços da visita, que terá agradado às três dezenas de visitantes, alguns dos quais ouviram falar pela primeira vez da história gloriosa da Incrível Almadense nesta manhã luminosa.

A recepção a todos estes amantes de livros foi feita pelos seguintes dirigentes incríveis: Alfredo Guaparrão dos Santos, Joaquim Brás, Leonor Borges, Luís Milheiro e Vitor Soeiro.

(Fotografia Luís Eme)

sábado, 26 de agosto de 2017

Alexandre Castanheira, Amigo e Biógrafo de Romeu Correia


Alexandre Castanheira faz hoje 90 anos (embora só tenha sido registado em 28 de Fevereiro de 1928) e faz todo o sentido escrever sobre ele no blogue sobre a vida e obra de Romeu Correia, especialmente hoje.

Primeiro que tudo Alexandre e Romeu foram amigos, ambos estavam  ligados às bibliotecas das duas principais Colectividades Almadenses (Incrível e Academia), quando estas apoiaram a estreia literária de Romeu, com o livro de contos, "Sábado sem Sol".

Fruto dessa amizade e admiração, Alexandre acabou por escrever o livro, "Romeu Correia, Memória Viva de Almada", publicado em 1992 pela Câmara Municipal de Almada.

Esta obra acaba por complementar uma outra biografia da autoria de Alexandre M. Flores, também editada pelo Município de Almada, em 1987, "Romeu Correia, o Homem e o Escritor".

Neste livro - que aconselhamos vivamente a todos os apaixonados pela obra de Romeu - Alexandre Castanheira, além de contar a vida de Romeu, liga-o a Almada, às pessoas e aos lugares, utilizando várias transcrições dos seus livros, numa bela viagem literária. 

segunda-feira, 31 de julho de 2017

O Cine-Incrível...


Embora este poema seja dedicado à memória do Cine-Incrível", Romeu Correia acaba por surgir, quase como personagem secundária, porque uma das nossas conversas foi sobre uma das últimas fitas exibidas nesta sala história de Almada, e que aparece por isso no poema...


O Cine Incrível
  
A solidão e o silêncio enchem a sala vazia,
Há tanto tempo sem contar histórias…
A sujidade e o abandono apagaram a magia
Que ainda permanece nas nossas memórias

Foram quase setenta anos de exibições!
Tantos actores e actrizes inesquecíveis
Que fizeram bater forte tantos corações
Nas “matinées” e “soirées” Incríveis…

Sem medo das teias de aranha e do pó
Sentei-me numa das cadeiras do balcão
E fiquei por ali, à espera, completamente só
Que surgisse no “lençol” qualquer exibição.

Não se fez luz mas surgiu-me uma história
Com um escritor almadense, que escreveu
Peças, contos e romances de boa memória,
Era sobre “A Lista Negra” e com o Romeu.

E se ele me falou de filmes inesquecíveis
Coloridos com mil e uma recordações
Que alimentaram tantos sonhos incríveis.
Pois foram quase setenta anos de ilusões!

Luís [Alves] Milheiro

(Fotografia de Luís Eme)


domingo, 21 de maio de 2017

Romeu Correia no "Banco dos Réus"


Na tarde de ontem Orlando Laranjeiro reviveu com todos os amigos que apareceram na sede da SCALA, o espectáculo, "Almada Antes e Depois de Abril", realizado em 1983 e 1984, que continua a ser um marco ímpar na história do associativismo almadense, graças à participação activa das três principais colectividades almadenses (Incrível, SFUP e Academia) e de tantos homens e mulheres de Almada, que aceitaram o desafio do Orlando, que idealizou e encenou esta Festa do Movimento Associativo.

Neste espectáculo reviveram-se alguns dos números de teatro e revista mais marcantes que visitaram os palcos das "Três Irmãs" ao longo do século XX, homenagearam-se autarcas de Abril, resistentes antifascistas almadenses, associativistas e também as figuras mais emblemáticas da cidade, como foi, o caso do Romeu Correia, que se sentou no "Banco dos Réus" e foi inquirido por um juiz e por dois advogados (de defesa e de acusação), sobre os momentos mais marcantes da sua vida.

terça-feira, 18 de abril de 2017

A "Gandaia"


Em 1952 Romeu Correia publicou mais um romance, desta vez na Guimarães & C.ª Editores, a "Gandaia", que o levou de regresso ao Ginjal,  à infância e a tudo aquilo que presenciou diariamente. Nesta obra Romeu realça de uma forma muito viva a vida difícil dos tanoeiros, que decidem em boa hora criar uma cooperativa, que acabaria por ser boicotada pelos donos dos armazéns de vinho da Margem Sul... 

O neo-realismo continua muito presente neste livro, com Romeu a falar do povo e de todos os seus problemas, mas também da sua ligação ao associativismo, essa marca almadense, neste caso particular, à Incrível Almadense.

Em 1976 a "Gandaia" foi refundida  e passou a ter o título inicial (que não foi permitido pela Censura...), "Os Tanoeiros".

A capa desta primeira edição voltou a ser realizada pelo pintor Manuel Ribeiro de Pavia (tal como acontecera com o "Calamento").

sexta-feira, 24 de março de 2017

O 1º Percurso do Roteiro Literário de Romeu Correia


A concentração estava marcada para as 14.30 horas de quinta, junto dos Paços do Concelho. As escadas do velho edifício foram ficando cada vez com mais pessoas... para gáudio das professoras Edite Condeixa e Ângela Mota, as animadoras deste projecto da USALMA.

Depois foram lidas as primeiras transcrições das obras do Romeu Correia, localizadas naquele espaço.


De seguida desceu-se a avenida Heliodoro Salgado, com paragem na casa dos tios, José Carlos de Melo e Julieta Correia, onde Romeu também viveu, com mais leituras...


Voltou a subir-se a avenida, na direcção da rua Capitão Leitão, para a visita à Incrível Almadense, ao seu espaço museológico e à biblioteca, com uma ligeira paragem na sala de reuniões da Sociedade Centenária, onde se falou um pouco da história da Incrível, do apoio das bibliotecas da Incrível e da Academia ao primeiro livro do Romeu, o "Sábado sem Sol", com intervenções de Alexandre Castanheira, Carlos Guilherme e Luís Milheiro.

Este primeiro percurso teve o seu términos no Museu da Música Filarmónica, com visita guiada de João Valente, ao qual não faltou a visualização do filme interactivo sobre o maestro Leonel Duarte Ferreira e a Vila de Almada.

Estamos certos que as mais de quatro dezenas de pessoas que participaram nesta iniciativa, ficaram bastante mais enriquecidas em relação à obra de Romeu Correia e também à História de Almada, no final da visita.

(Fotografias de Luís Eme)

quarta-feira, 15 de março de 2017

A Boa Publicidade da Censura ao "Sábado sem Sol"


Apesar do susto que Romeu Correia apanhou, a apreensão do livro de contos, "Sábado sem Sol", acabou por ser a melhor publicidade que se poderia fazer a uma primeira obra.

A sua proibição levantou uma grande curiosidade nos leitores (tanto nos oposicionistas como nos almadenses...) sobre o livro, fora de mercado, e por isso, ainda mais valioso...

Felizmente os bibliotecários da Academia e da Incrível Almadense estavam de sobreaviso e foram muito poucos os livros que a PIDE levou das duas bibliotecas (pouco mais de meia-dúzia...), quando as visitou... 

Mas vamos lá ler o que Romeu escreveu, na página dez, ainda em "Algumas Linhas Livres":

«Dois meses após a publicação, a PIDE procedia à apreensão do “Sábado sem Sol” (estímulo oficial tão frequente por esses tempos fascistas…), semeando o desgosto e a indignação na maioria dos meus leitores, e digo na maioria porque, inexplicavelmente, tristemente, houve, em Almada, quem, sentindo-se retratado nas páginas do livro, descesse à ignominia de me denunciar na sede da famigerada polícia política.»

(Na imagem o auto de apreensão do "Sábado sem Sol" na Biblioteca da Incrível Almadense, onde só descobriram dois livros...)

terça-feira, 14 de março de 2017

A Estreia Literária de Romeu Correia


A aproximação ao mundo da Cultura e aos livros foi o maior incentivo que Romeu poderia ter para escrever, escrever, até à publicação... O que aconteceria em 1947, com a edição do seu livro de contos, "Sábado sem Sol", edição apoiada pelas Bibliotecas da Academia e Incrível Almadense (para quem reverteu parte das receitas...).

Romeu explica muito bem tudo o que aconteceu nesta sua estreia literária, no seu texto de abertura da segunda edição  de 1975, "Algumas Linhas Livres" (página nove):

«Data dos fins de 1945 a minha crescente necessidade de passar ao papel várias histórias e figuras que povoavam o meu pequeno mundo. Testemunhar os problemas sociais, os conflitos de classe, os dramas humanos, revelando e condenando o mundo injusto e contraditório que nos rodeia e oprime, é a função primeira do contador de histórias. Foi o que fiz. Com alguma ficção para não irritar os patrícios, distanciei-me dos primitivos modelos utilizados, concluindo o meu livro no ano seguinte.»