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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Romeu Correia - o vagabundo com mãos de povo


Só houve um jornal de âmbito nacional que se "lembrou" da passagem do Centenário do nascimento de Romeu Correia e lhe ofereceu duas páginas inteiras, num bela crónica, literária e memoralista, que também tem um bonito título, "Romeu Correia - o vagabundo com mãos de povo", assinada por Domingos Lobo.

Mesmo sendo um jornal partidário, o "Avante" merece o nosso mais vivo aplauso, por ser um semanário com memória, e neste caso particular, um "oásis" no nosso panorama cultural.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Mas Romeu já Está no Mapa de Almada...


Hoje lemos no "Diário de Notícias" um artigo de opinião curioso, de José Jorge Letria, presidente da SPA e pensámos logo no Romeu Correia.

[...] «Chamo a atenção para a oportunidade do lançamento de uma iniciativa intitulada Mapa dos Autores Portugueses, que a Sociedade Portuguesa de Autores está a concretizar, demonstrando que muitas são as autarquias e regiões cuja identidade se fortalece com a referência aos escritores, músicos, artistas visuais, dramaturgos e outros que nelas nasceram e se afirmaram como criadores de referência.
Faro é a cidade de António Ramos Rosa, Funchal de Herberto Helder, Vila Viçosa de Florbela Espanca, Setúbal de Manuel Maria Barbosa du Bocage, o Porto de Almeida Garrett, Sophia de Melo Breyner e José Gomes Ferreira, Lisboa de Cesário Verde, David Mourão-Ferreira, Alexandre O"Neill e Mário Cesariny, e Tomar de Fernando Lopes-Graça.
É possível, a partir destes e de dezenas de outros nomes importantes, sobretudo da segunda metade do século XIX e de todo o século XX, construir uma geografia de memória e afecto que abarque os nomes e as obras que nos completam e engrandecem. O Mapa dos Autores Portugueses pode e deve envolver as autarquias, eventualmente o Ministério da Educação e outras instituições públicas que representem o poder central, e ainda órgãos de comunicação social, editoras e estruturas associativas de referência. Como alguém disse, é até admissível que a partir deste quadro geral se possa criar uma toponímia mais abrangente e mobilizadora.
Até agora foram já identificados mais de 120 nomes que permitirão estabelecer uma relação de proximidade e celebração que envolva a SPA e muitas autarquias de todo o país.»

Espero que Romeu Correia esteja na lista de 120 nomes...

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Romeu Correia Homenageado em Almada no Dia Internacional dos Arquivos


Romeu Correia foi homenageado ao fim da tarde pelo Arquivo Histórico de Almada, com a apresentação do número 30 do boletim de fontes documentais, "Almada na História", editado pelo Município de Almada, que foi o fechar com "chave de ouro", as comemorações do Dia Internacional dos Arquivos em Almada.

Há vários artigos importantes neste boletim /revista, como o "Processo de Censura da peça de teatro Bocage", de 1965; a "Deliberação da atribuição do nome de Romeu Correia a uma rua de Almada", 1970; além de duas entrevistas importantes dadas ao "Jornal de Letras", em 1962 ou à revista "Flama", em 1972. 

A capa do boletim é ilustrada pela capa do disco histórico "Luísa Basto canta Romeu Correia", editado pela CM Almada em 1987 e a redacção de Carlos Roupa e Paulo Reis.

Depois das primeiras palavras de Armando Correia, responsável municipal pelas bibliotecas e arquivos de Almada, foram convidados a sentarem-se no espaço central da sala Luísa Basto, João Fernando, Alexandre M. Flores, Julieta Correia, Vasco Branco, para falarem do boletim e de Romeu Correia, numa conversa informal moderada por Eunice Figueiredo e Otília Rosado, a responsável e a coordenadora do Arquivo Histórico de Almada.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Um Ponto de Situação...


Este blogue nasceu com o objectivo de dar "uma segunda vida" a Romeu Correia, demasiado esquecido nos últimos anos, enquanto escritor e personagem pública do concelho de Almada. 
Fomos percebendo ao longo dos anos que não basta dar o nome do Romeu a coisas físicas (e nisso o Romeu foi um privilegiado, teve o nome de uma rua e de uma escola ainda em vida e assistiu a colocação da primeira pedra do Fórum Romeu Correia...), importante era que as suas peças de vez em quanto fossem representadas, numa Cidade que gosta de se afirmar como "Capital do Teatro", e que, também de vez em quanto, se reeditassem as suas obras mais emblemáticas.

Havia muitas expectativas em relação às comemorações (houve mesmo quem se antecipasse e começasse a organizar coisas em 2016...). Algumas saíram goradas, outras nem por isso. Nós também tínhamos uma ideia inicial, que fomos alterando com o tempo. Pensávamos que o Município deveria ter nomeado um comissário que depois escolheria a sua comissão do centenário. Mas rapidamente percebemos que isso iria ser muito complicado de gerir, por 2017 ser o ano em que iriam aparecer "Amigos do Romeu" em todas as esquinas (com muitos deles a apenas trocarem um ou outro bom dia ou boa tarde na rua e sem nunca ter lido nada do escritor almadense...).
E por isso entendemos e respeitamos a filosofia seguida. Depois da grande exposição (que pode ser vista até ao fim do ano no Museu da Cidade), da peça de teatro ("Bonecos de Luz"), esperamos pelo menos que a reedição de uma obra emblemática e a publicação de um dos seus inéditos (a peça "Tempos Difíceis" era boa ideia...), também esteja nos planos do Município.


Sabemos que se têm realizado algumas pequenas homenagens, organizadas por colectividades almadenses, aqui e ali. Não temos dado qualquer eco por não recebermos informação atempadamente e também por verificarmos que algumas sessões são demasiado informais, e outras apenas viradas para os seus associados (é o que vai acontecer na Academia Almadense no próximo sábado...).

Pela nossa parte, iremos continuar a divulgar tudo aquilo que possa contribuir para enaltecer a vida e obra do Romeu, pelos menos até ao final do ano, sem nunca substituirmos os nossos "ténis" habituais" por "sapatos de tacão alto"...

(Fotografias de Luís Eme - a duas fotografias que fazem parte da exposição, "Um Homem Chamado Romeu" (gosto mesmo deste título e também destas duas imagens...) e que devem pertencer à família.