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segunda-feira, 30 de setembro de 2019

"25, uma experiência associativa (1994-2019)" (com Romeu...)



«[...] Voltando ao jornalismo e à página que tinha no “Record” aos domingos (“Contraponto”), que me levou ao “Repuxo” (outro lugar especial, que merecerá um capítulo deste caderno e onde até então só entrara meia-dúzia de vezes, por pequenos “acasos”, como a proximidade da minha casa…), ao encontro de uma pessoa especial, o Henrique Mota, que não só me recebeu de braços abertos como se ofereceu para ser o meu segundo cicerone de Almada (depois de Romeu Correia, que também conhecera graças ao jornalismo e ao “Record”…).
Se com o Romeu andava mais dentro dos livros, dos teatros da vida e dos lugares mágicos, com o Henrique descobri a cidade povoada de pessoas vulgares, onde tudo funcionava de uma forma mais simples e aberta, quando a comparava com outros lugares, como a minha cidade da infância e adolescência.
E se foi bom descobrir uma empatia tão singular, em ambos os casos - o que fez com que não nos perdêssemos de vista até ambos partirem para o lado de lá -, sei também que a Almada do Henrique era mais autêntica. O que perdia em magia, ganhava em vida. [...]»

(Transcrição do primeiro capítulo, "Um Feliz Acaso no Começo de Tudo...")

sábado, 18 de agosto de 2018

"Almada e o Tejo - Roteiro Sentimental de uma das «minhas» cidades"



«Quando elaborei por escrito e por extenso uma espécie de «memória justificativa» para num certo sentido legitimar o início das minhas crónicas (do Tejo) no «Correio do Ribatejo» dei conta das minhas vivências em 1957 no Montijo (escola primária), em 1961 em Vila Franca de Xira (escola comercial) e em 1997 em Santarém (redactor de O MIRANTE) sem esquecer Lisboa e a Rua do Ouro onde tenho vivido e trabalhado desde 1966 até hoje – 2018. Mas a vida é um mistério e nada acontece por acaso: hoje (15-3-2018) entrei numa livraria com o meu amigo Joaquim Nascimento (ofereceu-me um livro!) e comprei o brasão de Almada. Embora nunca tenho lá vivido nem trabalhado, a verdade é que, desde sempre, me lembro de esta (hoje) cidade fazer parte da minha vida. Há muitos anos morreu na piscina do Seminário de Almada um jovem estudante natural de Santa Catarina (o António) de quem eu era muito amigo. Na altura só me lembro de duas palavras perante a sua morte: dôr e confusão. Dôr pelo desaparecimento dele e confusão pelas circunstâncias nunca esclarecidas da sua morte. Mais tarde Almada foi o lugar onde entrevistei o dramaturgo Romeu Correia para a Revista «A Bola Magazine», entrevista mais tarde englobada no meu livro «As palavras em jogo» e parte dela recordada no livro «Passeio mágico com Romeu Correia» de Luís Alves Milheiro. A propósito deste meu grande amigo e quase-conterrâneo (Salir de Matos fica perto de Santa Catarina) não posso deixar de recordar as suas grandes capacidades informáticas em meu favor (sou um sem-abrigo) e as nossas intermináveis caldeiradas em Cacilhas quando a refeição serve em teoria para actualizar a escrita mas apesar de tudo esta nunca fica, de facto, em dia. A minha filha Ana, o marido e os filhos gostam muito da Casa da Cerca mas isso já é outra crónica.»

(Texto de José do Carmo Francisco, publicado no seu blogue "Mesa dos Extravagantes", a 2 de Agosto, nas suas Crónicas do Tejo, que transcrevemos com a devida vénia, pelas referências feitas a Almada e a Romeu Correia)


sexta-feira, 1 de junho de 2018

Romeu Correia não se Esgotou no Centenário (felizmente)...


A professora Edite Condeixa juntamente com as suas companheiras, Ângela Mota e Edita Prada, continuam a manter viva a memória de Romeu Correia.

Foi o que aconteceu na tarde de 30 de Maio, em que patrocinaram o "4º Roteiro sobre Romeu Correia", através de uma visita guiada pela Boca do Vento, pelo Museu Naval, pela Fonte da Pipa e pelo Ginjal, juntamente com os alunos da USALMA, com os livros e com as várias personagens, que andaram por aqueles lugares...


Houve também a leitura de textos de obras de Alexandre Castanheira, Luís Alves Milheiro e Maria Rosa Colaço, que recordam Romeu.

E que bom que é sentir que a obra e a vida de Romeu Correia não se esgotou na passagem do seu centenário, e que é sempre tempo de recordar o grande escritor de Almada.

(Fotografias de Luís Eme)

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Sábado com Sol e com o Romeu em Almada (dois)


Na tarde de sábado a apresentação do livro, "Passeio Mágico com Romeu Correia", acabou por passar para segundo plano, porque o caderno de poemas "Romeu Correia, entre dedicatórias & aproximações", por ser novidade, foi a "vedeta" da tarde.

Os poemas foram lidos (alguns mais que uma vez...) por Clara Mestre, Maria Gertrudes Novais, Gabriel Sanches, Luís Milheiro, Manuela Silva e Arminda Vieira e também conversados, pelo autor, Luís Milheiro (explicou o porquê de alguns poemas...) e por Alberto Pereira Ramos, grande amigo do Romeu.

Mais uma boa jornada cultural de homenagem a Romeu Correia.

(Fotografia de Maria Manuel Pires)

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Sábado com Sol e com Romeu em Almada (um)



Na manhã de sábado a Comunidade de Leitores da Biblioteca Municipal José Saramago, do Feijó, organizou um encontro em Almada com as Comunidades de Leitores de Montemor-o-Velho e de Sines, com o objectivo de visitarem vários lugares ligados à vida literária de Romeu Correia, guiados pela professora Edite Condeixa e pelo bibliotecário Davide Freitas. 

Além da visita, houve também espaço para a leitura de alguns trechos dos seus livros, nos lugares descritos por Romeu.

A Biblioteca da Incrível (e o seu espaço museológico) foi um dos espaços da visita, que terá agradado às três dezenas de visitantes, alguns dos quais ouviram falar pela primeira vez da história gloriosa da Incrível Almadense nesta manhã luminosa.

A recepção a todos estes amantes de livros foi feita pelos seguintes dirigentes incríveis: Alfredo Guaparrão dos Santos, Joaquim Brás, Leonor Borges, Luís Milheiro e Vitor Soeiro.

(Fotografia Luís Eme)

sexta-feira, 18 de maio de 2018

"Os Passeios Mágicos"


Um dos poemas do caderno, "romeu correia, entre dedicatórias & aproximações", de Luís Alves Milheiro, que será apresentado amanhã:

os passeios mágicos


há tanto por contar
nem sei como hei-de começar

quando viajo dentro do passado
recordo algumas coisas que descobri
quando caminhava a teu lado
e percorria os lugares
que trazias dentro de ti

era como se viajássemos de barca
pelo leito do rio da memória
fixando o olhar nas margens
e apontando o dedo
aos imensos casarios com história

sorrio e continuo a sentir
que o melhor das nossas viagens
era quando te tornavas teatral
e pintavas as pessoas como personagens
oferecendo-lhes um brilho especial

há tanto por contar
nem sei como hei-de começar

                                                                Luís [Alves] Milheiro

sábado, 11 de novembro de 2017

Uma Exposição Diferente Sobre Romeu Correia


Foi inaugurada hoje, às 16 horas, a exposição, "Romeu Correia, entre Palavras, Olhares e Sonhos", com 27 trabalhos inspirados nas palavras, nos olhares e nos sonhos de Romeu, o grande escritor de Almada do Século XX.


A originalidade acaba por ser a marca mais significativa, assim como a componente poética desta "criação, recreação e montagem" de Luís Milheiro.
Mas o que despertou mais atenção e interesse foi a instalação "Recriação (Livre) da Oficina de Sapateiro de Bernardino Lopes", um apaixonado pelos "bonecos de luz".


É uma exposição a não perder por todos aqueles que gostam da obra e do autor de livros tão emblemáticos de Almada como o "Trapo Azul", a "Gandaia", "Cravo Espanhol" ou "Bonecos de Luz".

(Fotografias de Luís Eme e Alzira Lopes)

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

A Apresentação do "Passeio Mágico com Romeu Correia"


No sábado passado, às 16 horas e alguns minutos, foi apresentado o  livro, "Passeio Mágico com Romeu Correia", da autoria de Luís Alves Milheiro (edição da SCALA com apoio da C.M. Almada), o primeiro de vários que estão inseridos nas comemorações do Centenário do nascimento de Romeu Correia.

A sessão foi bastante concorrida, com lotação esgotada na Sala Pablo Neruda (foi necessário ir buscar mais cadeiras...).



A mesa de honra foi composta por Maria João Ferro (em representação da Câmara Municipal de Almada), Luís Alves Milheiro (autor), Fernando Barão (apresentador da obra) e Francisco Gonçalves (amigo do autor, que declamou dois poemas de F. Barão sobre o Romeu...).


A apresentação de Fernando Barão, embora longa, foi extremamente interessante, porque ele além de falar dos vários capítulos do livro, foi abordando outros acontecimentos históricos de Almada. Ninguém diria que alguém com aquela lucidez e bonomia, está a menos de três meses de completar os 94 anos (talvez digno do "guiness", como ele referiu...).

Luís Milheiro além de fazer os agradecimentos, enalteceu o papel de muitos dos amigos com quem se foi cruzando ao longo dos anos, alguns deles decisivos no crescimento da sua obra literária. Explicou que a opção pelo género de entrevista - utilizando apenas palavras do Romeu, extraídas de entrevistas, crónicas e ensaios nas respostas -, aconteceu por ser a forma mais genuína que encontrou para apresentar o verdadeiro Romeu, nas várias facetas  da sua vida (são 15 os capítulos...), na primeira pessoa.

Há ainda uma segunda parte, em que o autor faz uma entrevista fictícia a Romeu, transportando-o para 2017, em que "falam" das comemorações do Centenário, entre outras coisas.

Não temos qualquer dúvida, de que se trata de um livro, que honra a memória de Romeu Correia.

(Fotografias de João Miguel)

segunda-feira, 31 de julho de 2017

O Cine-Incrível...


Embora este poema seja dedicado à memória do Cine-Incrível", Romeu Correia acaba por surgir, quase como personagem secundária, porque uma das nossas conversas foi sobre uma das últimas fitas exibidas nesta sala história de Almada, e que aparece por isso no poema...


O Cine Incrível
  
A solidão e o silêncio enchem a sala vazia,
Há tanto tempo sem contar histórias…
A sujidade e o abandono apagaram a magia
Que ainda permanece nas nossas memórias

Foram quase setenta anos de exibições!
Tantos actores e actrizes inesquecíveis
Que fizeram bater forte tantos corações
Nas “matinées” e “soirées” Incríveis…

Sem medo das teias de aranha e do pó
Sentei-me numa das cadeiras do balcão
E fiquei por ali, à espera, completamente só
Que surgisse no “lençol” qualquer exibição.

Não se fez luz mas surgiu-me uma história
Com um escritor almadense, que escreveu
Peças, contos e romances de boa memória,
Era sobre “A Lista Negra” e com o Romeu.

E se ele me falou de filmes inesquecíveis
Coloridos com mil e uma recordações
Que alimentaram tantos sonhos incríveis.
Pois foram quase setenta anos de ilusões!

Luís [Alves] Milheiro

(Fotografia de Luís Eme)


domingo, 9 de julho de 2017

O "Regresso ao Ginjal" de Romeu...


No ano em que Romeu faria 90 anos (2007), escrevemos este poema:


Regresso ao Ginjal
  
Mesmo com o Sábado Sem Sol,
Não escondeu a emoção,
No regresso ao Cais do Ginjal...

Saiu do Alfa-Romeo
E deu Um Passo em Frente,
Com as mãos escondidas
No Casaco de Fogo.

Assim que espreitou o Ginjal
Recordou quase tudo,
De uma infância livre e feliz:
Dos primeiros jogos do Desporto-Rei,
Dos passeios de Jangada pelo rio,
Dos espectáculos de Bonecos de Luz,
Das oficinas dos Tanoeiros,
E claro, dos primeiros amores...
Sim, lembrou-se da Roberta,
Mas principalmente da Laurinda,
O seu Amor de Perdição,
A quem chamava: «O Céu da Minha Rua».

Mas também se lembrou de outras
Personagens inesquecíveis.
Era impossível esquecer
O José Bento Pessoa,
Fadista do Trapo Azul
E contador de histórias do Bocage
Ou o Jorge Vieira, conhecido
Como o Vagabundo das Mãos de Ouro,
Por transformar qualquer objecto perdido,
Numa obra de arte.

Os olhos estavam mais brilhantes
Que nunca, neste regresso a casa,
Cansado da sua vida de
Andarilho das Sete Partidas...

                                                    Luís [Alves] Milheiro


Viajámos por alguns títulos e lugares, e nem faltou um "Alfa-Romeo"...

(Fotografia de autor desconhecido)