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domingo, 17 de novembro de 2019

Romeu Correia e o Ginjal


No dia de aniversário, recorda-se Romeu Correia e a sua forte ligação ao Ginjal, onde cresceu e se fez homem.


E porque não escritor? Tantas foram as histórias e os sonhos que tiveram como palco este lugar, tão especial, de Almada...

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

"25, uma experiência associativa (1994-2019)" (com Romeu...)



«[...] Voltando ao jornalismo e à página que tinha no “Record” aos domingos (“Contraponto”), que me levou ao “Repuxo” (outro lugar especial, que merecerá um capítulo deste caderno e onde até então só entrara meia-dúzia de vezes, por pequenos “acasos”, como a proximidade da minha casa…), ao encontro de uma pessoa especial, o Henrique Mota, que não só me recebeu de braços abertos como se ofereceu para ser o meu segundo cicerone de Almada (depois de Romeu Correia, que também conhecera graças ao jornalismo e ao “Record”…).
Se com o Romeu andava mais dentro dos livros, dos teatros da vida e dos lugares mágicos, com o Henrique descobri a cidade povoada de pessoas vulgares, onde tudo funcionava de uma forma mais simples e aberta, quando a comparava com outros lugares, como a minha cidade da infância e adolescência.
E se foi bom descobrir uma empatia tão singular, em ambos os casos - o que fez com que não nos perdêssemos de vista até ambos partirem para o lado de lá -, sei também que a Almada do Henrique era mais autêntica. O que perdia em magia, ganhava em vida. [...]»

(Transcrição do primeiro capítulo, "Um Feliz Acaso no Começo de Tudo...")

sábado, 18 de agosto de 2018

"Almada e o Tejo - Roteiro Sentimental de uma das «minhas» cidades"



«Quando elaborei por escrito e por extenso uma espécie de «memória justificativa» para num certo sentido legitimar o início das minhas crónicas (do Tejo) no «Correio do Ribatejo» dei conta das minhas vivências em 1957 no Montijo (escola primária), em 1961 em Vila Franca de Xira (escola comercial) e em 1997 em Santarém (redactor de O MIRANTE) sem esquecer Lisboa e a Rua do Ouro onde tenho vivido e trabalhado desde 1966 até hoje – 2018. Mas a vida é um mistério e nada acontece por acaso: hoje (15-3-2018) entrei numa livraria com o meu amigo Joaquim Nascimento (ofereceu-me um livro!) e comprei o brasão de Almada. Embora nunca tenho lá vivido nem trabalhado, a verdade é que, desde sempre, me lembro de esta (hoje) cidade fazer parte da minha vida. Há muitos anos morreu na piscina do Seminário de Almada um jovem estudante natural de Santa Catarina (o António) de quem eu era muito amigo. Na altura só me lembro de duas palavras perante a sua morte: dôr e confusão. Dôr pelo desaparecimento dele e confusão pelas circunstâncias nunca esclarecidas da sua morte. Mais tarde Almada foi o lugar onde entrevistei o dramaturgo Romeu Correia para a Revista «A Bola Magazine», entrevista mais tarde englobada no meu livro «As palavras em jogo» e parte dela recordada no livro «Passeio mágico com Romeu Correia» de Luís Alves Milheiro. A propósito deste meu grande amigo e quase-conterrâneo (Salir de Matos fica perto de Santa Catarina) não posso deixar de recordar as suas grandes capacidades informáticas em meu favor (sou um sem-abrigo) e as nossas intermináveis caldeiradas em Cacilhas quando a refeição serve em teoria para actualizar a escrita mas apesar de tudo esta nunca fica, de facto, em dia. A minha filha Ana, o marido e os filhos gostam muito da Casa da Cerca mas isso já é outra crónica.»

(Texto de José do Carmo Francisco, publicado no seu blogue "Mesa dos Extravagantes", a 2 de Agosto, nas suas Crónicas do Tejo, que transcrevemos com a devida vénia, pelas referências feitas a Almada e a Romeu Correia)


sábado, 14 de julho de 2018

O Número Três do Fanzine "romeo" já anda por aí...


Já anda por aí o número três do "romeo" (fanzine quase literário de Almada), com o título: "romeu correia, um académico verdadeiramente incrível".

Ao longo das suas páginas é possível perceber o quanto Romeu admirou a Incrível Almadense, apesar de ter sido Académico (simpatizante, sócio e  dirigente da Academia Almadense... a grande rival).

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

O Desporto na Vida de Romeu Correia


No sábado o Departamento de Desporto da CM Almada recorda o percurso de Romeu Correia como desportista, a área onde primeiro deu nas vistas, especialmente como lançador de peso (começou logo por ser Campeão Escolar e Nacional de Juniores).

É às 18 horas no Complexo Municipal de Desportos Cidade de Almada, no Laranjeiro, 

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Romeu Correia - o vagabundo com mãos de povo


Só houve um jornal de âmbito nacional que se "lembrou" da passagem do Centenário do nascimento de Romeu Correia e lhe ofereceu duas páginas inteiras, num bela crónica, literária e memoralista, que também tem um bonito título, "Romeu Correia - o vagabundo com mãos de povo", assinada por Domingos Lobo.

Mesmo sendo um jornal partidário, o "Avante" merece o nosso mais vivo aplauso, por ser um semanário com memória, e neste caso particular, um "oásis" no nosso panorama cultural.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

«O dia das sete panelas e meia»


«É a grande festa do mar, no dia 1 de Novembro, em louvor à Nossa Senhora do Bom Sucesso, que se mantém, recordando a manhã fatídica de 1755, em que as casas ruíram e o maremoto invadiu a praia e o porto de Cacilhas. Ainda se conhece esse dia como o “dia das sete panelas e meia”.»

(Palavras de Romeu Correia - "Jornal de Almada", 30 de Junho de 1995 - e fotografia de Luís Eme)

terça-feira, 15 de agosto de 2017

O Imaginário de Romeu Correia e a Feira do 15 de Agosto...


A Feira do 15 de Agosto das Caldas da Rainha continua a fazer-se, mas há muito que não é o acontecimento de outros tempos (a magia que acompanhou a nossa infância, fugiu...). Com as devidas distâncias é aquilo que conhecemos mais próximo do imaginário teatral e ficcional do Romeu, presente a espaços em livros como a "Roberta", "Bonecos de Luz" ou "O Vagabundo das Mãos de Oiro".

Claro que o Portugal da nossa infância (anos setenta...) é muito diferente do de Romeu dos anos vinte e trinta. Nessa altura, por sermos menino de cidade nem faziamos ideia que havia "cinema ambulante", que foi uma das primeiras coisas a maravilharem o grande dramaturgo e escritor almadense...

Mas havia o circo (sempre gostámos de palhaços...), os carroceis, o "poço da morte", que na época era uma das maiores aventuras que se podiam ver e que a mãe nos ia proibindo de ver. Mas houve um ano que assistimos mesmo aqueles malabaristas que com motas especiais, conseguiam andar de pernas para o ar e conduzir de olhos vendados...

Claro que falar desta "magia" aos nossos filhos, faz com que nos olhem de lado e pensem em coisas parecidas com a "pobreza franciscana"...

(Fotografia de Luís Eme - cartaz da exposição "Um Homem Chamado Romeu Correia")

segunda-feira, 31 de julho de 2017

O Cine-Incrível...


Embora este poema seja dedicado à memória do Cine-Incrível", Romeu Correia acaba por surgir, quase como personagem secundária, porque uma das nossas conversas foi sobre uma das últimas fitas exibidas nesta sala história de Almada, e que aparece por isso no poema...


O Cine Incrível
  
A solidão e o silêncio enchem a sala vazia,
Há tanto tempo sem contar histórias…
A sujidade e o abandono apagaram a magia
Que ainda permanece nas nossas memórias

Foram quase setenta anos de exibições!
Tantos actores e actrizes inesquecíveis
Que fizeram bater forte tantos corações
Nas “matinées” e “soirées” Incríveis…

Sem medo das teias de aranha e do pó
Sentei-me numa das cadeiras do balcão
E fiquei por ali, à espera, completamente só
Que surgisse no “lençol” qualquer exibição.

Não se fez luz mas surgiu-me uma história
Com um escritor almadense, que escreveu
Peças, contos e romances de boa memória,
Era sobre “A Lista Negra” e com o Romeu.

E se ele me falou de filmes inesquecíveis
Coloridos com mil e uma recordações
Que alimentaram tantos sonhos incríveis.
Pois foram quase setenta anos de ilusões!

Luís [Alves] Milheiro

(Fotografia de Luís Eme)