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sábado, 13 de maio de 2017

A Bela "Roberta"


Acabámos de ler , "Roberta".

As primeiras impressões foram as de que estávamos a ler um grande espectáculo teatral, mais uma vez com a feira, com os fantoches e com a nossa própria história... Muito fascínio com as palavras do Romeu.

A meio, sentimos que há alguma perca de ritmo (normal nos romances e nas peças...).

Mas encontramos tantas pontas soltas, que qualquer amante de teatro de um grupo amador ou profissional poderia pegar.
Apeteceu-nos mesmo convidar alguns encenadores a lerem este livro e a sentirem o bom material que tinham ali para levar aos palcos, os bonecos da capa, o Marquês de Pombal e o Santo António, mas também a gente de carne e osso, que dá vida a este e a outros bonecos.

Uma bela surpresa, sem dúvida (devemos confessar que o teatro é a escrita que menos conhecemos do Romeu - antes da "Roberta", apenas tínhamos lido: "O Vagabundo das Mãos de Oiro", "Cravo Espanhol" e  "O Andarilho das Sete Partidas").

terça-feira, 9 de maio de 2017

Um Feliz "Cravo Espanhol"


Tinha prometido falar do "Cravo Espanhol", apresentado no passado sábado no Auditório Lopes Graça do Fórum Romeu Correia, pelo grupo de teatro "Teatro da Terra". 

E vou começar pelo fim: sai muito satisfeito da sala de Almada, que foi de teatro, mas de teatro do bom, daquele que consegue comunicar com o público e passar-lhe as emoções.

Há muitas coisas que contribuíram para isso. A primeira é o excelente texto de Romeu Correia, que como se viu, está longe de ter parado no tempo. Oferece-nos o retrato de um divertimento que fez história em Almada, pelo carnaval: as célebres e inesquecíveis cégadas. A segunda a boa encenação de Maria João Luís, que agarrou no essencial do dramaturgo almadense. E a terceira, é a presença dos actores em palco, que viveram a espaços, aquilo que se pode chamar, de "uma grande cégada", para satisfação do público que esgotou a sala.

Pois é, afinal parece que as peças do Romeu, estão longe de estarem "desactualizadas", não se perderam no tempo (prometemos continuar a falar do teatro do Romeu este mês...)...

sábado, 6 de maio de 2017

O Cravo Espanhol e a Academia


Temos andado mesmo distraídos...
Só hoje é que soubemos que o "Teatro da Terra", de Ponte de Sor, vai apresentar no Auditório Lopes Graça "O Cravo Espanhol, do Romeu Correia, daqui a menos de uma hora...
Felizmente ainda conseguimos bilhetes.
Depois contamos como foi...

Sei que hoje à tarde a Academia Almadense também organizou um espectáculo de homenagem ao Romeu, mas não sabemos mais pormenores. Se soubermos, depois contamos...

sábado, 29 de abril de 2017

Romeu Apostou a Sério no Teatro quando «Vestiu» o "Casaco de Fogo"


Não vamos fazer nenhuma ponte entre a forma como o "Desporto-Rei" foi recebido pela crítica e a sua aposta mais a sério no teatro. Até porque viu o seu "Casaco de Fogo" ser representado em 1953, no Teatro D. Maria II, ou seja dois anos antes da edição do romance.

O que sabemos é que o êxito desta peça fez com que não mais parasse de escrever dramas e de ser representado, em Lisboa, no Porto e também na Província, pelos grupos de teatro amadores.

Além do teatro ser uma experiência muito mais enriquecedora para ele, enquanto autor, Romeu também foi reconhecido em pouco tempo como um dos melhores dramaturgos portugueses contemporâneos.

Numa das muitas entrevistas que lhe fizeram fez a distinção entre os textos romanceados e dramáticos:

«São géneros diferentes e distintos.
Quanto ao teatro pode haver paragens e interrupções, a história dramática, dividida por cenas não se perde facilmente...»

As palavras de Romeu explicam em parte esta opção pelo teatro, uma escrita mais simples, que permite paragens e interrupções, o ideal para quem só escreve nas horas vagas...