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sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Uma Conversa Especial sobre Teatro e sobre o Romeu...


As conversas à volta das facetas de Romeu Correia de hoje tinham como temática o teatro, com dois bons interlocutores, o professor Duarte Ivo Cruz (convidado para falar sobre o dramaturgo e o teatro de Romeu Correia) e o jornalista Ribeiro Cardoso (convidado para falar do autor mais representado por amadores).

O encontro estava marcado para a Sala Pablo Neruda, às 18 horas...

Infelizmente não despertou grande curiosidade dos almadenses, e a plateia acabou por se transformar numa mesa redonda, com uma conversa bem mais informal, divertida e participativa, entre a gente da casa (a Alexandra, a Maria João e o Gabriel) e os "curiosos" que queriam saber mais do teatro de Romeu (nós, a Edite e a Sónia).

Graças à bonomia e sabedoria dos dois convidados, estivemos à conversa até praticamente as 20 horas, sempre num clima de grande cumplicidade e camaradagem.

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

O Coleccionismo Almadense Homenageia Romeu Correia


No próximo sábado, às 16 horas, será inaugurada a XI Mostra de Filatelia e Coleccionismo, na Oficina de Cultura de Almada, que será dedicada a Romeu Correia.

Irão ser editadas as seguintes peças filatélicas: um selo personalizado, um postal máximo, um envelope de primeiro dia e um carimbo comemorativo concedido pelos CTT.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

É Fácil Gostar de Romeu Correia


Eu sei que é fácil gostar de Romeu Correia.

Também sei que por estarmos num ano festivo, há muitos que se escondem atrás da festa e evitam dizer o que sentem (e ainda bem, pelo menos não estragam as festividades...).

Mas de uma forma geral o Romeu era uma pessoa agradável. Tenho a certeza de que uma boa parte dos alunos que receberam a sua visita nas escolas onde andavam, ficaram com uma boa impressão, não fosse ele um delicioso contador de histórias.

O mesmo se passou com todos aqueles que participaram em visitas guiadas por Almada, Cacilhas e pelo Ginjal, pois o Romeu não escondia o pitoresco, antes pelo contrário, buscava a graça natural das coisas e colava aqui e ali, algum saber lendário... E toda a gente saía encantada nos seus passeios com palavras, gentes e história...

É por tudo isso que eu sei que é fácil gostar de Romeu Correia.

(Fotografia de Autor desconhecido)

sábado, 16 de setembro de 2017

Romeu Correia na "Vértice"


Em Março de 1968 a "Vértice" - Revista de Cultura e Arte (n.º 294) - publicou as respostas de Romeu Correia ao inquérito que lhe fez sobre a "Situação do Teatro em Portugal".

Romeu nas suas dez respostas diz-nos muito sobre o  que pensava do teatro no nosso país, de uma forma geral.

Uma das respostas que achámos mais curiosas foi sobre o seu sentido prático nos palcos, a sua intervenção nas encenações (onde também historiou o seu percurso):

«Quando trabalho um texto de teatro, “experimento-o” a toda a hora sobre o palco da minha imaginação. Só assim a função é parida sem perder a medida e a força do espectáculo a que se destina. Muito cedo fui amador dramático e escrevinhador de farsas carnavalescas para as récitas das sociedades recreativas da minha terra. Sou um produto da intensa vida associativa de Almada.
Sei que o espectáculo teatral depende do trabalho de uma equipa que se quer humilde. Grupo cénico com intelectuais de ocasião a botar sentenças (e quantas vezes sem a mínima vocação para o teatro) é coisa condenada ao malogro. Quer isto dizer que, como autor de um texto, ouço todos os reparos, discuto-os – e aceito sem pestanejar as melhore sugestões. E assim continuarei.»

terça-feira, 15 de agosto de 2017

O Imaginário de Romeu Correia e a Feira do 15 de Agosto...


A Feira do 15 de Agosto das Caldas da Rainha continua a fazer-se, mas há muito que não é o acontecimento de outros tempos (a magia que acompanhou a nossa infância, fugiu...). Com as devidas distâncias é aquilo que conhecemos mais próximo do imaginário teatral e ficcional do Romeu, presente a espaços em livros como a "Roberta", "Bonecos de Luz" ou "O Vagabundo das Mãos de Oiro".

Claro que o Portugal da nossa infância (anos setenta...) é muito diferente do de Romeu dos anos vinte e trinta. Nessa altura, por sermos menino de cidade nem faziamos ideia que havia "cinema ambulante", que foi uma das primeiras coisas a maravilharem o grande dramaturgo e escritor almadense...

Mas havia o circo (sempre gostámos de palhaços...), os carroceis, o "poço da morte", que na época era uma das maiores aventuras que se podiam ver e que a mãe nos ia proibindo de ver. Mas houve um ano que assistimos mesmo aqueles malabaristas que com motas especiais, conseguiam andar de pernas para o ar e conduzir de olhos vendados...

Claro que falar desta "magia" aos nossos filhos, faz com que nos olhem de lado e pensem em coisas parecidas com a "pobreza franciscana"...

(Fotografia de Luís Eme - cartaz da exposição "Um Homem Chamado Romeu Correia")