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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

"Romeu Correia nos 150 Anos da Incrível"


Um dos artigos do número quatro do fanzine "romeo" é "Romeu Correia nos 150 Anos da Incrível", escrito por Orlando Laranjeiro.

Orlando, além de historiar o regresso do Cénico da Incrível, depois de algum tempo de inactividade, tendo como encenador Malaquias de Lemos, que escolheu "As Quatro Estações" como a peça a representar durante as comemorações dos 150 anos da Incrível Almadense, em 1998, realça o seu êxito.

Transcrevemos com a devida vénia:
[...] Assim reapareceu o nosso grupo cénico nos dias 19 e 20 de Junho com a peça "As Quatro Estações" do dramaturgo almadense e sócio honorário da Incrível, Romeu Correia. Foi um autêntico êxito, tanto a estreia no dia 19 com cerca de 500 espectadores. como a representação no dia seguinte que contou com 400 pessoas, o que constitui um recorde de assistências, não vistas há longos anos na nossa Colectividade, em espectáculos deste género. [...]

domingo, 30 de dezembro de 2018

O Número Quatro do Fanzine "Romeo"


Quase no final de ano saiu o número quatro do fanzine "romeo", dirigido por Luís Milheiro.

O título diz quase tudo, "teatralidades & realidades", fala-se de teatro e também de como se olha para o Romeu Correia, em Almada.

Provavelmente fecha-se o ciclo deste fanzine, mas não este blogue. De certeza que irão aparecer, de vez em quando, motivos para recordarmos o Grande Escritor de Almada.

sábado, 17 de novembro de 2018

Romeu Correia na "Mostra"


Uma boa maneira de comemorar mais um aniversário de Romeu Correia, é oferecer o seu teatro ao público.

É o que acontece hoje, com a peça "Romeu Correia Talvez Poeta", que volta a ser apresentada na "Mostra de Teatro de Almada", pela Associação Cultural Manuel da Fonseca.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

"Romeu Correia Talvez Poeta"


Depois da peça musical, Romeu Correia Talvez Poeta", publicou-se o livro (com cd...), pela Associação Cultural Manuel da Fonseca.

Com prefácio de João Vasco Branco (neto de Romeu), esta obra oferece-nos o texto da peça e as suas canções, ilustradas com fotografias dos actores em cena (Luísa Basto, João Fernando, Gil Marovas e José Carlos Tavares) e também várias pinturas de Carlos Canhão.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Uma Conversa Especial sobre Teatro e sobre o Romeu...


As conversas à volta das facetas de Romeu Correia de hoje tinham como temática o teatro, com dois bons interlocutores, o professor Duarte Ivo Cruz (convidado para falar sobre o dramaturgo e o teatro de Romeu Correia) e o jornalista Ribeiro Cardoso (convidado para falar do autor mais representado por amadores).

O encontro estava marcado para a Sala Pablo Neruda, às 18 horas...

Infelizmente não despertou grande curiosidade dos almadenses, e a plateia acabou por se transformar numa mesa redonda, com uma conversa bem mais informal, divertida e participativa, entre a gente da casa (a Alexandra, a Maria João e o Gabriel) e os "curiosos" que queriam saber mais do teatro de Romeu (nós, a Edite e a Sónia).

Graças à bonomia e sabedoria dos dois convidados, estivemos à conversa até praticamente as 20 horas, sempre num clima de grande cumplicidade e camaradagem.

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Os 20 Anos do Fórum Romeu Correia


A Câmara Municipal de Almada aproveita a comemoração do 20.º aniversário da inauguração do Fórum Romeu Correia para realizar quase uma "maratona" de actividades de homenagem ao Escritor Almadense, que decorrem entre 17 a 30 de Novembro.

Há apresentações de livros, leitura encenadas, conversas sobre os arquivos, sobre o teatro do Romeu, música, leitura de contos, partir à descoberta do Romeu desportista, entre outras coisas.

Nota: Esta é a "posta" número 100, um número especial, que era o objectivo que se pretendia alcançar em Dezembro. Acabámos por lá chegar um pouco mais cedo e ainda bem. É um bom sinal, apesar deste blogue ser administrado por apenas uma pessoa (não deixa de ser curioso, que nunca ninguém tenha manifestado vontade em colaborar...), tem cumprido a sua missão, dar a conhecer melhor o Grande Escritor de Almada do Século XX, o verdadeiro propósito da sua existência.
Adiantamos que o blogue não fechará no último dia de 2017, pois, com toda a certeza, continuarão a existir motivos de interesse para voltarmos ao Romeu, sempre que acharmos pertinente.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

"Romeu Correia Talvez Poeta" na Mostra


Quando escrevemos sobre a 21.ª Mostra de Teatro de Almada, prometemos voltar a falar da única peça do certame que homenageia o melhor dramaturgo almadense de sempre e um dos melhores nacionais do século XX.

Referimo-nos à peça musical, "Romeu Correia Talvez Poeta", que será quase uma revisitação às canções do disco "Luisa Basto Canta Romeu Correia", de novo com a voz Luísa Basto e também de João Fernando e José Carlos Tavares, e ainda com a participação do Grupo de Teatro da Associação Cultural Manuel da Fonseca e de Gil Marovas, com guião de Ferrer Asturiano.

Há ainda outro atractivo, a utilização das vozes de Romeu Correia e de Vasco Branco (voz off), em alguns dos poemas utilizados nesta homenagem ao grande escritor de Almada.

Outra singularidade não menos importante, é esta peça nascer no seio do Associativismo Cultural Almadense, da qual Romeu sempre se sentiu um dos seus filhos pródigos.

A peça é exibida amanhã, às 21.30 horas no Auditório da Academia Almadense.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Uma Oportunidade Perdida...


A organização da 21ª Mostra de Teatro de Almada, que apoia e dá palco aos grupos amadores do concelho, esqueceu-se do Romeu Correia dramaturgo, no ano da comemoração do centenário do seu nascimento.

A única excepção que confirma a regra é a Associação Manuel da Fonseca, que apresenta uma peça sobre o escritor almadense ("Romeu Correia Talvez Poeta"), da qual falaremos mais tarde.

Achámos sempre que ROMEU CORREIA deveria ser o "mote "da Mostra de Teatro, mesmo sem a obrigatoriedade da representação das suas peças. Mas quem tem a responsabilidade de organizar o evento pensou de outra maneira e a vida continua, assim como as comemorações do Centenário do Romeu...

sábado, 23 de setembro de 2017

Romeu e a Crítica Teatral de João Gaspar Simões


A Imprensa Nacional - Casa da Moeda editou a Crítica de um dos mais conceituados críticos literários do nosso país, João Gaspar Simões.

Há dois volumes que fazem referência à obra de Romeu Correia. Um deles é o "Crítica VI - O Teatro Contemporâneo, 1942 - 1982".

Quem se interessa por teatro poderá ler neste volume a crítica às seguintes peças de Romeu: "Jangada" (p 154); "Bocage" (p 165); "Amor de Perdição" (173); "Três Peças: Sol da Floresta, Laurinda e Céu da Minha Rua" (p 183); "O Cravo Espanhol (199).

É importante destacar que João Gaspar Simões gostou de uma forma geral da obra romanesca e teatral de Romeu Correia.

Foi por isso que numa das suas entrevistas, Romeu ("Ponto", 20 de Maio de 1982) se referiu desta forma ao crítico: «Gaspar Simões foi o grande crítico da minha geração. Todos os escritores portugueses que tiveram (ou tenham) algum merecimento, ele não os esquece, ele os referiu e refere, Tenho para com ele, uma grande dívida de gratidão: tratou de maneira benévola e reconfortante, os meus primeiros três romances, o que constituiu poderoso estimulo para o escritor incipiente que eu era.»

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Repertório Básico de Peças de Teatro


Em 1986 a Secretaria de Estado da Cultura, mais concretamente a Divisão Geral de Acção Cultural - Divisão de Teatro, editou o álbum, "Repertório Básico de Peças de Teatro" da autoria de Duarte Ivo Cruz.

Esta obra tinha como público alvo principal os grupos de teatro amador e funcionava quase como um guia (é descrito o autor, o género, a estrutura, o ambiente e época, as personagens, o enredo e a edição). 

Romeu Correia está representado com três peças ("Céu da Minha Rua" - 1955; "Amor de Perdição" - 1966; "As Quatro Estações" - 1981), num universo de 158 autores, nacionais e estrangeiros.

Numa primeira análise achámos pouco, mas depois de apreciarmos o livro de fio a pavio, percebemos que Romeu até tem o destaque merecido. Ou seja só há quatro autores que têm quatro peças mencionadas (Almeida Garrett, António Patrício, Bernardo Santareno e José Régio), surgindo Romeu num segundo grupo,  bem acompanhado de António José da Silva, António Pedro, Luís de Sttau Monteiro e Luis Francisco Rebelo, cada qual com a referência a três peças.

sábado, 16 de setembro de 2017

Romeu Correia na "Vértice"


Em Março de 1968 a "Vértice" - Revista de Cultura e Arte (n.º 294) - publicou as respostas de Romeu Correia ao inquérito que lhe fez sobre a "Situação do Teatro em Portugal".

Romeu nas suas dez respostas diz-nos muito sobre o  que pensava do teatro no nosso país, de uma forma geral.

Uma das respostas que achámos mais curiosas foi sobre o seu sentido prático nos palcos, a sua intervenção nas encenações (onde também historiou o seu percurso):

«Quando trabalho um texto de teatro, “experimento-o” a toda a hora sobre o palco da minha imaginação. Só assim a função é parida sem perder a medida e a força do espectáculo a que se destina. Muito cedo fui amador dramático e escrevinhador de farsas carnavalescas para as récitas das sociedades recreativas da minha terra. Sou um produto da intensa vida associativa de Almada.
Sei que o espectáculo teatral depende do trabalho de uma equipa que se quer humilde. Grupo cénico com intelectuais de ocasião a botar sentenças (e quantas vezes sem a mínima vocação para o teatro) é coisa condenada ao malogro. Quer isto dizer que, como autor de um texto, ouço todos os reparos, discuto-os – e aceito sem pestanejar as melhore sugestões. E assim continuarei.»

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Romeu Correia Homenageado na Festa do Avante


Romeu Correia embora nunca fosse militante, sempre foi próximo do PCP, inclusive antes da Revolução de Abril.

É por essa razão que achamos muito bem que Romeu tenha sido homenageado durante a Festa do Avante, no palco do Avanteatro, com a reposição das peças, "Bonecos de Luz", da Companhia de Teatro de Almada (na sexta-feira, dia 1 de Setembro, às 20.30 horas) e "Cravo Espanhol", do Teatro de Terra (no sábado, dia 2 de Setembro, às 21 horas).

terça-feira, 15 de agosto de 2017

O Imaginário de Romeu Correia e a Feira do 15 de Agosto...


A Feira do 15 de Agosto das Caldas da Rainha continua a fazer-se, mas há muito que não é o acontecimento de outros tempos (a magia que acompanhou a nossa infância, fugiu...). Com as devidas distâncias é aquilo que conhecemos mais próximo do imaginário teatral e ficcional do Romeu, presente a espaços em livros como a "Roberta", "Bonecos de Luz" ou "O Vagabundo das Mãos de Oiro".

Claro que o Portugal da nossa infância (anos setenta...) é muito diferente do de Romeu dos anos vinte e trinta. Nessa altura, por sermos menino de cidade nem faziamos ideia que havia "cinema ambulante", que foi uma das primeiras coisas a maravilharem o grande dramaturgo e escritor almadense...

Mas havia o circo (sempre gostámos de palhaços...), os carroceis, o "poço da morte", que na época era uma das maiores aventuras que se podiam ver e que a mãe nos ia proibindo de ver. Mas houve um ano que assistimos mesmo aqueles malabaristas que com motas especiais, conseguiam andar de pernas para o ar e conduzir de olhos vendados...

Claro que falar desta "magia" aos nossos filhos, faz com que nos olhem de lado e pensem em coisas parecidas com a "pobreza franciscana"...

(Fotografia de Luís Eme - cartaz da exposição "Um Homem Chamado Romeu Correia")

domingo, 6 de agosto de 2017

Romeu e o Laço...


Uma das imagens de marca de Romeu Correia foi o uso do laço, durante uma boa parte da sua vida.

Para muito boa gente que apenas o conhecia de vista, este era mais um dos exemplos da sua vaidade, ou seja, uma forma de se distinguir como homem de letras do comum dos cidadãos.

Recentemente, numa conversa com o seu amigo Alberto Pereira Ramos, este confidenciou-me que o uso do laço foi sobretudo uma forma de resistência do Romeu contra o uso obrigatório da gravata, fato e casaco, na sua profissão de bancário.

(Nesta fotografia Romeu aparece de braço dado com Eunice Munoz e Maria Lalande, que foram as protagonistas da sua peça de teatro, "Jangada", que visita o Ginjal e foi estreada no teatro Vilaret...)

sábado, 27 de maio de 2017

A Palestra do Romeu, das Bibliotecas e da Cultura


Vamos abrir uma excepção aqui no blogue, oferecendo-lhe um cunho mais pessoal, pelo facto de termos sido o convidado para falar no Centro de Documentação  de Instituições Religiosas e da Família, que se situa anexado à bonita capela de S. João da Ramalha, sobre "Romeu Correia, as Bibliotecas Populares e a Cultura em Almada", transcrevendo a notícia que publicámos no nosso blogue, "Casario do Ginjal".

«Ontem acabei por ter uma bela surpresa, no Centro de Documentação das Instituições Religiosas e da Família, por ver na assistência muitas pessoas que não conhecia, para além dos amigos, claro, que não nos deixam "desamparados" nestes momentos.
E nem vou falar de uma Amiga que veio de mais longe, e por ser de fora, andou perdida por Almada, encontrando a Capela da Ramalha, já próximo do fim. As surpresas, mesmo as boas, nem sempre correm da melhor maneira...
Apesar de ter cinco folhas com palavras, funcionaram mais como auxiliares, pois acabei por falar quase de improviso, prolongando até um pouco a palestra. Isso aconteceu pelo entusiasmo que fui sentindo, ao falar sobretudo do Romeu Correia (fiquei com a sensação de que falei mais dele e da sua obra que das Bibliotecas e da Cultura Almadense...), e também por descobrir interesse nos olhares da plateia...
Houve também algumas intervenções da plateia, que acabaram por enriquecer a sessão.
Um dos aspectos mais importantes que retive, foi ter conseguido despertar a curiosidade e o interesse pela obra teatral do Romeu, que penso ser a mais desconhecida da maior parte das pessoas.»

(Fotografia de Diamantino Lourenço)

domingo, 21 de maio de 2017

Romeu Correia no "Banco dos Réus"


Na tarde de ontem Orlando Laranjeiro reviveu com todos os amigos que apareceram na sede da SCALA, o espectáculo, "Almada Antes e Depois de Abril", realizado em 1983 e 1984, que continua a ser um marco ímpar na história do associativismo almadense, graças à participação activa das três principais colectividades almadenses (Incrível, SFUP e Academia) e de tantos homens e mulheres de Almada, que aceitaram o desafio do Orlando, que idealizou e encenou esta Festa do Movimento Associativo.

Neste espectáculo reviveram-se alguns dos números de teatro e revista mais marcantes que visitaram os palcos das "Três Irmãs" ao longo do século XX, homenagearam-se autarcas de Abril, resistentes antifascistas almadenses, associativistas e também as figuras mais emblemáticas da cidade, como foi, o caso do Romeu Correia, que se sentou no "Banco dos Réus" e foi inquirido por um juiz e por dois advogados (de defesa e de acusação), sobre os momentos mais marcantes da sua vida.

sábado, 13 de maio de 2017

A Bela "Roberta"


Acabámos de ler , "Roberta".

As primeiras impressões foram as de que estávamos a ler um grande espectáculo teatral, mais uma vez com a feira, com os fantoches e com a nossa própria história... Muito fascínio com as palavras do Romeu.

A meio, sentimos que há alguma perca de ritmo (normal nos romances e nas peças...).

Mas encontramos tantas pontas soltas, que qualquer amante de teatro de um grupo amador ou profissional poderia pegar.
Apeteceu-nos mesmo convidar alguns encenadores a lerem este livro e a sentirem o bom material que tinham ali para levar aos palcos, os bonecos da capa, o Marquês de Pombal e o Santo António, mas também a gente de carne e osso, que dá vida a este e a outros bonecos.

Uma bela surpresa, sem dúvida (devemos confessar que o teatro é a escrita que menos conhecemos do Romeu - antes da "Roberta", apenas tínhamos lido: "O Vagabundo das Mãos de Oiro", "Cravo Espanhol" e  "O Andarilho das Sete Partidas").