[In "Gente D'Almada", Romeu Correia o Escritor e o Desportista", entrevista de Luís Alves Milheiro]
(texto publicado inicialmente no blogue "Olhar (e amar) o Tejo", a 30 de Junho de 2021)
(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)
(Homenagem ao Homem, ao Escritor e ao Desportista, na passagem do Centenário do seu Nascimento - e enquanto fizer sentido...)
[In "Gente D'Almada", Romeu Correia o Escritor e o Desportista", entrevista de Luís Alves Milheiro]
(texto publicado inicialmente no blogue "Olhar (e amar) o Tejo", a 30 de Junho de 2021)
(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)
Num dos seus livros de contos, "Janela com Escritos" fala de Almerinda e de Romeu (em "A Morte do Super-Homem"), que transcrevemos com a devida vénia:
«Eu sabia, vagamente, que uma das primas era atleta do Belenenses e tinha um marido campeão de boxe. Porém, eu era demasiado novo para apreciar o convívio com essa prima, a Almerinda e, sobretudo, como o marido-pugilista que, mais tarde, aprendi a apreciar pelo seu carácter e pelas fortes convicções políticas, afirmadas num tempo em que era preciso ter muita coragem para se ser comunista. Mas vim a saber que, à noite, após o trabalho do banco, na Baixa, escrevia peças de teatro, contos e romances, tendo acabado por se tornar um escritor famoso, já que um Homem admirável foi sempre. Romeu Correia é o nome desse primo por afinidade que mal conheci, com grande pena minha...»
Tudo isto graças à Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo de Vila Franca de Xira, que não baixou os braços, nem desistiu do objectivo, até conseguir o apoio necessário do Município Almadense, que deve ter percebido que só tinha a ganhar, ao associar-se a este projecto.
E o primeiro número já se encontra à venda e tem uma bonita capa.
Descobrimos recentemente o folheto da festa, ilustrado com uma aguarela de Cacilhas, de Carlos Canhão.
Foi um encontro memorável de Romeu Correia com Amália nos palcos, num tempo em que a televisão transmitia peças de teatro...
(Fotografia de autor desconhecido)
Foi por isso natural que esta peça fosse editada algum tempo depois (1956), enriquecendo a bibliografia de Romeu Correia.
(Embora esta rúbrica se chame "Um Livro por Mês", a sua periodicidade é variável, como já perceberam)